quinta-feira, 23 de maio de 2013


A MEDIATIZAÇÃO E OS NOVOS DESAFIOS QUE O PROFESSOR DE EAD TEM COM AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TIC)


 

Marco Antonio Vedovelli Bottene[1]
Daniela Cristina Martins Henschel[2]

 

RESUMO


O presente artigo tem por objeto demonstrar os novos desafios e tarefas que os professores de ensino superior, na modalidade EaD, têm com a mediatização que os meios tecnológicos de comunicação e informação proporcionam neste novo cenário educacional, complexo e exigente, aos aprendentes deste processo de ensino. Partindo desse pressuposto, a definição do papel do professor, ator principal no ensino tradicional, terá de ser diferente nesta nova modalidade de ensino. Assim como, também, suas funções e tarefas docentes no Ensino a Distância terão de ser necessariamente distintas daquelas do ensino presencial. Desta forma, pode-se elencar que existem diversos atores participantes nesse novo processo além da imagem tradicional do ator principal, refletindo-se nele um novo papel e com novas funções do professor a distância.

 

Palavras-Chave: Mediatização. Educação a Distância. Tecnologia.


ABSTRACT



This article intends to demonstrate the new challenges and tasks that teachers of higher education, distance learning modality, with the media coverage that have the technological means of communication and information provide in this new educational scenario, complex and demanding, this process learners education. Based on this assumption, the definition of the role of teacher, principal actor in traditional teaching, must be different in this new mode of teaching. As also their duties and tasks teachers in Distance Education will necessarily be different from those of classroom teaching. Thus, it can be to list that there are many actors involved in this new process beyond the traditional image of leading man, reflecting on it a new role and new functions of the distance teacher.

Alpha

Key-Words:  Mediatization. Distance Education. Technology.

 
 
1 INTRODUÇÃO

 

            As atuais mudanças dos paradigmas educacionais no Brasil no Ensino Superior, acarretam necessariamente profundas transformações nas funções dos professores, introduzindo novas características, funções e estruturas em seu papel docente. O professor, outrora fonte inquestionável de conhecimento, terá que desempenhar outras funções no sentido de orientar e estimular o aprendente no sentido de fomentar novas pesquisas para proporcionar a transformação da informação em conhecimento.


          O presente artigo aborda os novos desafios que os professores do Ensino Superior na modalidade a Distância terão que enfrentar frente a desconfiança e resistência à introdução de inovações tecnológicas em suas práticas. Em geral, os docentes reagem negativamente à mudança, especialmente à diminuição dos conteúdos curriculares, pois não estão habituados a dividir suas responsabilidades com outros atores educacionais e muito menos, ainda, com profissionais de outras áreas, partilha esta, indispensável à produção de materiais pedagógicos e de serviços de tutoria.


          A formação continuada, a busca pelo eterno aprender, o envolvimento com as equipes de projetos inovadores poderão contribuir fortemente para uma evolução no papel e na mentalidade desse novo corpo docente que se forma nas Instituições de Ensino Superior. Em EaD, o professor deverá tonar-se um parceiro do aprendente no processo de construção do conhecimento, incentivando as atividades de pesquisa na busca da inovação pedagógica.


          Para tanto, usou-se fundamentação teórica baseada em referencial bibliográfico de autores consagrados, mestres e doutores, nacionais e estrangeiros. Esse trabalho, longe de esgotar o assunto, pretende colaborar para que o tema possa abrir novos caminhos dialéticos para promover uma discussão sobre a necessidade dessa adaptação.

 

 2 MEDIATIZAÇÃO[3]

 
        

           Ao longo da história a Educação sempre foi um processo complexo e que utiliza a mediação de algum tipo de meio de comunicação para complementar e dar suporte à ação do professor em relação à sua interação pessoal e direta com os aprendentes. Dentro da própria sala de aula do ensino presencial pode-se considerar uma “tecnologia”, da mesma forma que o quadro negro, o giz, o livro, o registro de chamada e outros materiais que podem ser considerados ferramentas pedagógicas que proporcionam a mediação entre o professor e o aprendente.


           Na EaD, ao contrário do ensino presencial, a interação com o professor é indireta e, por esse motivo, tem que ser mediatizada por uma combinação de diversas tecnologias que precisam estar adequadas à comunicação que se pretende fazer, o que torna esta modalidade de educação muito mais dependente da mediatização do que a educação convencional, de onde decorre a grande importância e dependência dos meios tecnológicos (BELLONI, 2008).
 

          Conforme o pensamento de Fiorentini (2003, p. 17), “... o professor é um profissional do qual se exige muito mais que seguir receitas, guias e diretrizes, normas e formas como moldura para sua ação, pois é sujeito protagonista e assumi-lo produz uma mudança de perspectiva”.


          O domínio, por si só, por parte do professor, das ferramentas tecnológicas necessárias para promover a mediatização, não garante a solução e compreensão de problemas práticos frente aos quais os profissionais da educação refletem nos aprendentes um diálogo crítico com a sua realidade. Há a necessidade de o professor refletir sobre como ele percebe a área do conhecimento em que atua para aprender sua verdadeira prática, sobre os meios e modos tecnológicos de produção vigentes e disponíveis, como suporte para superar o nível intuitivo, construir e estratificar os enfoques que devem ser valorizados, enquanto concebe cursos e elabora textos educativos. A EaD não deve se tornar uma fonte educativa que transforma o conhecimento em uma mercadoria na lógica reprodutiva do capitalismo neoliberal, mas sim, utilizar-se da mediatização, através de todos os recursos tecnológicos disponíveis,  tornar-se uma práxis emancipadora, isto é, por meio da palavra da ação e dos processos cognoscitivos do ser humano, proporcionem ao homem e ao mundo a possibilidade de libertarem-se de toda e qualquer opressão. (FREIRE, 1993).


2.1 A MEDIATIZAÇÃO COMO UM PRODUTO INTERATIV0


          Na educação a distância a interação existente entre o mestre o aprendente ocorre de modo indireto, pois não existe o contato físico entre eles. No espaço, existe a distância descontínua, e no tempo há uma comunicação diferida, não simultânea, o que colabora para aumentar a complexidade já existente neste processo de ensino.


          O escopo principal do ensino à distância, como vimos, está focado para a descontinuidade, alunos dispersos que não podem deslocarem-se para reunirem-se, no entanto, cabe resaltar que é de extrema importância que o professor desta modalidade de ensino facilite, através de seus recursos mediatizados, o contato regular e eficiente dentro de sua plataforma tecnológica de ensino, proporcionando uma interação satisfatória e que possa propiciar uma segurança psicológica entre os aprendentes e a instituição de ensino, pois desta forma, ele conseguirá manter a necessária motivação do aluno, condição está fundamental para sucesso da aprendizagem a distância (BELLONI, 2008).


          Segundo Valente (2005, p. 28) apud Silva (2009, p. 80), “ o estar junto virtual envolve o acompanhamento e assessoramento constante dos membros do grupo, na sentido de poder entender o que cada um faz, para ser capaz de propor desafios e auxiliá-lo a atribuir o significado ao que está realizando”.


          O ensino a distância ao utilizar um  AVA[4] proporciona ao aprendente uma condição indispensável para a interação com o mestre, caracterizando-se pela formação de atitudes necessárias para a formação do estudante autônomo. O desenvolvimento da pesquisa, a capacidade de organizar e de pensar de maneira crítica e autônoma, faz com este novo agente desenvolva a interatividade com as pessoas participantes desse novo processo, professores e colegas.


          As TICs[5] estão inseridas no AVA para serem usadas de maneira a estimular a comunicação, proporcionando trocas de informações rotineiras, além de estimular a aprendizagem colaborativa de forma a promover o construtivismo entre os participantes. Estas tecnologias fazem com que o aluno possa ser responsável por seu próprio estudo, criando metodologias de estudo e dividindo o tempo que ele achar necessário para o aquilatamento de sua aprendizagem e formação de seu conhecimento (SILVA, 2009).


         Pode-se dizer, ainda, conforme o pensamento de Palloff e Pratt (2002, p. 28) citado por Silva (2008, p. 82) que:

 

É por meio dos relacionamentos e da interação que o conhecimento é fundamentalmente produzido na sala de aula on-line. A comunidade de aprendizagem toma uma nova proporção em tal ambiente e, como consequência, deve ser estimulada e desenvolvida a fim de ser um veículo eficaz para a educação.

 


2.2 FERRAMENTAS DA MEDIATIZAÇÃO


          As ferramentas da mediatização que são utilizadas através da internet viabilizam muitas possibilidades de interação, além disso, favorecem o processo dialógico extremamente necessário em qualquer ambiente virtual. Dentre as diversas ferramentas disponíveis neste processo, destacar-se-á duas espécies importantes, as ferramentas Síncronas e as ferramentas Assíncronas.


2.2.1 Ferramentas Síncronas
 

O elenco de características das ferramentas síncronas descritas abaixo está de acordo com o pensamento de Villardi e Oliveira (2005) apud Silva (2009).


ü  Sala de aula virtual: O professor e seus alunos podem se encontrar em um espaço virtual em horários pré-determinados para se interagirem em tempo real. Esta ferramenta deve ser utilizada para que seus atores possam discutir assuntos com os quais os alunos já tiveram contato anteriormente. Pode ser utilizado, também, para fazer o fechamento dos módulos ou para abordagem de atividades temáticas.


ü  Sala de trabalho: Esta ferramenta deve ser disponibilizada para que os alunos, sem a presença do professor, possam se reunir em tempo real para a elaboração de tarefas, trabalhos, bem como o desenvolvimento de estudo ou atividades em conjunto.


ü  Café virtual: É um espaço destinado a descontração de alunos e professores. Neste espaço deve-se promover o convívio entre os participantes, proporcionando conversas  informais como se estivessem na cantina de uma instituição presencial.


ü  ICQ[6] interno: Esta ferramenta possibilita que cada usuário saiba quem está conectado em cada momento, facilitando a comunicação dos aprendentes em situações de dificuldades.


ü  Tutor on-line: Possibilita ao aluno identificar se existe um tutor específico que esteja conectado no momento em que o aluno está on-line, facilitando a comunicação e possibilitando que as dúvidas do aprendente sejam respondidas imediatamente. 

 

2.2.2 Ferramentas Assíncronas

 
Ainda de acordo com os autores anteriormente citados, podem-se elencar as ferramentas assíncronas como sendo:
 

ü  E-mail: Esta ferramenta deve ser utilizada para manter um vínculo dos alunos com o curso por meio de sua comunicação com a instituição e com os tutores.


ü  Lista de discussão: Permite que um aluno participante do grupo possa propor através de e-mail uma questão para ser discutida por todos os participantes do grupo.


ü  Mural: Permite que qualquer comunicação possa ser dirigida a alguém em especial ou a todos do grupo. Esta ferramenta deve ser utilizada para lembrar datas importantes ou para marcar encontros síncronos com os participantes do curso.
 

ü  Fórum: O principal objetivo desta importante ferramenta e permitir que os alunos possam fazer reflexões a respeito de um determinado assunto, possibilitando o construtivismo e aumentando a dimensão dos conhecimentos.


ü  Debate virtual: possibilita ao aluno virtualizar o procedimento do texto comentado utilizando-se de dinâmicas presenciais. Neste espaço o aprendente pode inserir comentários e sugestões relacionadas ao fragmento de texto escolhido pelo professor.


ü  Avaliação Virtual: esta ferramenta permite avaliar o aluno disponibilizando questões, objetivas ou dissertativas, com data limite, para que sejam respondidas. Depois de corrigidas os gabaritos são disponibilizados no AVA para que o aluno saiba seu rendimento.


ü  Perfil: Nesta ferramenta são disponibilizadas informações pessoais dos alunos. O objetivo é permitir que os alunos se conheçam e sejam apresentados uns aos outros, facilitando, desta forma, a escolha de colegas para formação de grupos de estudo através do perfil de cada um.

 
ü  Biblioteca virtual: Possibilita a publicação virtual do acervo a ser estudado no curso. É composto por matérias, fragmentados ou não, do professor e também, em alguns casos, por matérias elaboradas pelos alunos, que devem ser lidos e aprovados pelo professor antes de serem publicados.


ü  Portfólio: è um arquivo que possibilita ao aluno registrar toda a sua evolução acadêmica durante o curso. Esta ferramenta é muito útil para a elaboração a avaliação pessoal, ou autoavaliação, pois permite ao aprendente perceber sua transformação e sua percepção da realidade pela interação com o grupo, permitindo a promoção da metacognição.


ü  Tira Teima: É um banco de dados que contém as dúvidas mais frequentes que alunos de diferentes turmas fizeram, em outras situações, e que se encontram respondidas e disponíveis na plataforma de estudos.
 

          Todas essas ferramentas, tanto síncronas como assíncronas têm como objetivo atender fundamentalmente às necessidades da comunicação, informação, armazenamento e interação dentro de um ambiente virtual de aprendizagem, possibilitando aos seus usuários a transformação de tudo isto em conhecimento. No entanto, para essa metamorfose possa concretizar-se é necessário que os professores desta modalidade de ensino conheçam profundamente suas ferramentas de interação, pois o AVA por si só, por melhor que seja, não garante essa transformação, é necessário a intervenção humana, através da figura do professor, para que, através do correto uso dessas ferramentas possa consolidar a transformação do conhecimento em cada aprendente.

 

3 O NOVO PARADIGMA DO PROFESSOR DE EAD

 
          Tanto o ensino presencial como a EAD, a função principal da universidade é a produção e transformação do conhecimento como missão libertadora da vida humana. A universidade existe como entidade transformadora à medida que pratica atos cotidianos de pesquisar, ensinar e divulgar informações úteis para a sociedade e que possam ser revertidas em conhecimentos que possibilitem a formação de uma sociedade crítica e livre de todo e qualquer preconceito, não deixando, no entanto,  de priorizar as condutas éticas do pesquisador.


          De acordo com o pensamento de Luckesi et al (2012, p. 63) :

 
Compreender o que é conhecimento, assim como seu papel na vida humana, é ponto de partida para poder servir-se de recursos metodológicos para compreendê-lo e produzi-lo, tendo em vista colocá-lo a serviço da vida. ...Os autores acreditam que o papel do educador é auxiliar cada educando a compreender isso, verificando a importância do ato de conhecer para si mesmo e para o seu relacionamento com o mundo. Conhecer é um ato fundamental e libertador na vida humana. Quem conhece sabe o que fazer, assim como o modo de agir.

 

          O docente na EaD não é mais o único agente responsável pelo ensino nesta modalidade, ao contrário, está envolvido em uma segmentação cada mais maior com múltiplos atores participando em inúmeras tarefas no processo da construção do conhecimento. Na EaD percebe-se claramente uma transformação da antiga característica do docente do ensino presencial como sendo uma entidade individual, com características individualizadas, em um professor que se torma uma entidade coletiva, multifacetado, que adiciona um grande conjunto de pessoas, todas podendo reivindicar sua contribuição ao ensino (MARSDEN ,1996 APUD BELLONI, 2008).


 3.1 O ARQUÉTIPO RACIONAL OU FORDISTA


          Pode-se considerar que um dos modelos mais utilizados pela EaD ainda é o modelo racionalizado ou fordista. Este modelo está baseado exclusivamente na divisão do trabalho, tipo uma linha de montagem do ensino, e, desta forma, desligado da figura do professor, outrora figura principal do ensino presencial, o que o exclui totalmente de um ensino subjetivo, tornando-se totalmente um processo de ensino objetivo. Essa “linha de produção do ensino” permite o planejamento racional para alcançar um grande número de aprendentes, visando muito mais a quantidade do que a qualidade. De acordo com os princípios taylorista, neste modelo cada especialista torna-se responsável por uma área específica e limitada dentro de um complexo processo de construção, planejamento, realização de cursos e matérias (PETERS, 1983 APUD BELLONI, 2008).


          As funções do professor neste processo de divisão das tarefas vão ser adaptadas às funções de selecionar, organizar e transmitir o conhecimento que por sua vez, limitam-se aos currículos dos cursos e dos textos que constituem a base dos matérias pedagógicos realizados dentro dos recursos mediatizados que ele dispõem, como, por exemplo, livro-texto, vídeos, programas de informática, etc. Desta forma, a função de orientação e aconselhamento, tão importantes na formação do aluno, passa a ser exercida não mais em contatos presenciais, mas através de atividades de tutoria a distância, optando-se pelo individualismo ao coletivo, e, mediatizada de acordo com os recursos informáticos disponíveis.


          Uma das funções mais difíceis desse novo professor é saber interagir com funções que são exercidas por outras pessoas, muitas vezes desconhecidas daquele agente, quando se trata da elaboração de materiais de vídeo e áudio, materiais informáticos, como por exemplo, programadores, realizadores, editores, operadores, copistas, etc. Embora muitas dessas funções sejam meramente técnicas, elas têm forte influência na qualidade do produto final e exige do professor um trabalho de integração e coordenação extremamente difícil.


          Enquanto que no ensino presencial o professor trabalha de forma intuitiva e geralmente com grupos pequenos de alunos, na EaD ele trabalho com grupos muito grandes de estudantes, o que o impede de exercer a docência de forma artesanal, passado a exigir deste ator a necessidade de um processo de trabalho racionalizado e segmentado. A visão fordista centralizado não impede que o professor possa evoluir para uma forma de organização mais flexível e descentralizada, mas é importante salientar-se que esta opção não será uma tarefa fácil (BELLONI, 2008).

 
3.2 PARCERIA NO PROCESSO DE CONTRUÇÃO DO CONHECIMENTO


          O novo papel que o professor da EaD deve ter com seus estudantes é buscar construir uma parceria no processo de construção do conhecimento, através de atividades de pesquisa e na busca de novos processos e modelos pedagógicos para proporcionar uma metamorfose completa no processo educativo do professor para o aluno, do ensino para a aprendizagem, que precisa ser analisada, repensada e criticada o suficiente para se tornar possível a criação de novos métodos para o exercício da atividade docente, que deve ser realizado através de práticas inovadoras, mais apropriadas às novas realidades sociais, às rápidas mudanças do comportamento dos alunos, e, portanto, tornarem-se eficazes para o desenvolvimento social e libertador da população.

 
          Dentro desta ótica, o papel do professor da EaD não pode mais ser comparado com o papel de seu colega presencial, uma vez que o discurso daquele, atemporal e em unidade de lugar diferente da do aprendente, diferentemente deste, que discursa para um pequeno grupo e o muda todo tempo, deve ser feito com muito mais cuidado, uma vez que vai ser visto por muito mais tempo e refletido quantas vezes for necessário pelos aprendentes, muitas vezes inseridos em outra realidade social. Aproveitado de uma metáfora teatral da tragédia clássica Bladin, (1990, p. 66) apud (Belloni, 2008, p. 82) escreve
 

As três unidades da tragédia clássica, a unidade de tempo, a unidade de lugar e a unidade de ação, que regem ainda hoje a maioria das ações de formação, vão, pois, deixar de ter sentido. O papel do docente e do formador também, que, ora transmitirá sua mensagem a um público destinado a só recebê-la algum tempo depois, ora poderá gozar de um dom da ubiquidade e participar ao mesmo tempo de várias ações ocorrendo em diferentes lugares.


 
          Ainda segundo este autor, a utilização dos recursos mediatizados é uma nova revolução copérnica do ensino, utilizando-se de uma nova lógica no universo educacional que pode ser sintetizada como uma parceria do professor com os alunos utilizando-se a fórmula ensinar a prender.


          É notório que uma nova lógica com relação ao docente de EaD está se formando e pode ser facilmente identificável, Para elucidar ainda mais essa tese destaca-se  Belloni (2008, p. 82).

 
A perda da posição central do professor e de seu estatuto de “mestre” e sua nova posição de parceiro de prestador de serviços, recurso ao qual o aluno recorre quando sente necessidade, ou conceptor / realizador de materiais. Este novo professor atuará diante de um novo tipo de estudante, mais autônomo, mais próximo do usuário / cliente, que do aluno protegido e orientado (ou controlado) do ensino convencional.


3.3 AS PRINCIPAIS FUNÇÕES DO PROFESSOR NA EAD


          Neste novo sistema educacional, onde o professor assume múltiplas funções, faz-se necessário elencar algumas das diversas funções que este profissional da educação terá como desafio docente no exercício de sua atividade. No entanto, cabe resaltar que não é objetivo desse artigo ser definitivo com a demonstração desse elenco de funções, mas apenas demonstrar o desempenho da função do novo docente na educação à distância.


          Segundo o que nos exterioriza Belloni (2008), pode-se considerar que as principais funções docentes na EAD são:

 
ü  Professor formador: é o responsável pela orientação do estudo e da aprendizagem, mostra como fazer uma pesquisa, como processar informações e como transformá-las em conhecimento, apoia psicossocialmente os alunos.


ü  Professor conceptor e realizador de cursos e materiais: seleciona conteúdos textuais com base nos cursos desenvolvidos, prepara os planos de aula on line, elabora os currículos que serão desenvolvidos nos cursos, é na verdade o responsável pela função didática.


ü  Professor pesquisador: atualiza sua disciplina constantemente para proporcionar um ensino de qualidade e atualizado para o corpo discente, busca novas teorias e metodologias de ensino, reflete constantemente sobre sua pratica pedagógica, orienta seus alunos à pesquisa sempre orientando-os de modo a contribuir com o aprendizado.


ü  Professor tutor: é responsável pela orientação de um conjunto de alunos de uma disciplina a qual tem o domínio, esclarece dúvidas, faz as necessárias intervenções e dá explicações pertinentes às dúvidas dos estudantes, normalmente participadas atividades avaliativas.


ü  Tecnólogo educacional: está é uma nova função neste sistema educacional, por este motivo ainda há uma dificuldade em utilizar uma terminologia apropriada à essa função. A criação desta função é uma tentativa de assegurar a transferência do discurso escrito do mestre para as linguagens adequadas aos suportes mediatizados. É um profissional que dedica a construir um sistema pedagógico especialista nas novas tecnologias disponíveis para a realização do processo. È necessário um amplo domínio de softwares para a produção desses materiais que serão mediatizados durante todo o curso de EAD. A tarefa mais difícil que este profissional encontra a promover a integração de suas equipes pedagógicas e técnicas.


ü  Professor recurso: esta função confunde-se um pouco com a de professor-tutor, mas, no entanto, difere-se pela limitação que aquele assegura aos alunos responder de imediato suas dúvidas pontuais, com relação aos conteúdos de uma determinada disciplina. Esta função é muito específica e não é utilizada por uma minoria de instituições em EAD.


ü  Professor- monitor: é na verdade uma espécie de agente controlador das atividades relacionadas com a disciplina e com a prestação de serviços dentro de uma sala de aula de EAD. Este profissional, muitas vezes não domina a disciplina que sendo ensinada, já que neste processo as aulas vêm prontas em vídeo aulas, que podem ser transmitidas ao vivo, ou já estarem gravadas. Sua função é de caráter mais social do que pedagógico.


3.4 A FORMAÇÃO DO PROFESSOR EM EAD
 

          Com as rápidas mudanças verificadas neste novo século, uma das grandes dificuldades de qualquer instituição de ensino é saber se o ensino por elas oferecido irá habilitar os estudantes a exercer no futuro atividades que ainda são desconhecidas no presente momento. De que forma o aprendente do século XIX está apto a utilizar seus conhecimentos adquiridos para a realização de uma função no futuro ainda não existente no presente. Talvez uma das possíveis respostas seja a de que será necessário formar professores capazes de ensinar os jovens aprendentes a adquirir uma capacidade autônoma suficiente para que possam continuar a aprender por toda a vida, permitindo-lhes, desta maneira, que possam continuar sua própria formação ao longo de sua vida profissional sem mais a interferência do mestre professor.


          No ensino a distância, conforme entendimento de Dieuzeide (1994, p. 200) conforme Belloni (2008, p. 85) pode-se dizer que;


A formação de professore não escapa a esta lei: estes devem, como o restante da sociedade, levar em consideração a inovação; mas esta deve ser preparada por uma formação adequada (...) Todo o pessoal docente deve aceitar evoluir como as outras profissões.

  
          Pode-se perceber, desta forma, que o professor em EAD deve ter sua formação voltada para a inovação tecnológica com sua devida consequência pedagógica de forma continuada dentro de uma perspectiva de formação ao longo da vida. No entanto, como paradoxo dessa necessidade formativa deste novo perfil do professor em EAD, existe a necessidade de grandes investimentos por parte das instituições de ensino que se lançam nessa atividade, pois se faz necessário a integração de novas tecnologias e profundas mudanças no sistema educacional do ensino superior responsável por essa nova formação.

 
          Toda ou qualquer melhoria ou inovação que se faça necessária em educação passa necessariamente pela melhoria e inovação na formação dos professores. Há a necessidade de que novas perspectivas e novas competências serem desenvolvidas para uma proposta que permita a formação reflexiva e transformativa desse novo professor que precisará desenvolver a pesquisa e reflexão sobre sua própria prática educativa, e, terá que ultrapassar o mero discurso retório para conseguir atender às rápidas mudanças da sociedade, não só no âmbito científico e econômico, mas principalmente no meio social e no convívio do ser humano.

 
          Dentro desta linha de pensamento, Bladin (1990) apud Belloni (2008) acredita que os professores do EAD terão que desenvolver competências em quatro grandes ares:


ü  Cultura técnica: domínio nas tecnologias que serão responsáveis para a realização da mediatização com os alunos.


ü  Competências de comunicação: com a mediatização a difusão do suportes de comunicação habitua os estudantes com uma certa qualidade comunicacional mediatizada, exigindo do professor que sai de sua solidão acadêmica e aprenda a trabalhar em equipes de formadores desenvolvendo habilidade interpessoal.


ü  Capacidade de trabalhar com método: sistematizar e formalizar metodologias integrativas, necessárias para o trabalho em equipes.
 

ü  Capacidade de traduzir: poder exteriorizar seus conhecimentos de modo que outras pessoas possam aproveitá-los, e como retorno poder aproveitar os saberes de outros formadores possibilitando o construtivismo do saber.


          Do ponto de vista ético, a formação dos novos mestres para EAD, adequados a nossa contemporaneidade e ao futuro próximo, precisa atender a necessidade de rápida atualização nas três dimensões conhecidas da educação: pedagogia, tecnológica e didática, também presente no ensino presencial. Considera-se, portanto, uma perspectiva mais global, pois a formação de professores em EAD ultrapassa fronteiras nacionais, culturais e sociais, necessitando desenvolver habilidades que possam ser compreendidas em um consenso generalista.
 

          A EAD, no entanto, deve seguir os princípios da ética educacional, e penetrar no mundo dos caminhos e descaminhos do conhecer, possibilitando a reflexão do aprendente e permitindo a este que crie utopias paradigmáticas em sua mente na busca de um mundo melhor, independente e autônomo, para libertar nosso planeta, essa grande aldeia global, de todo e qualquer preconceito social, econômico, racial, religioso e moral. Que possa permitir ao ser humano a escolha de seu livre arbítrio e que os conhecimentos adquiridos possam se transformação em ações benéficas e possibilitem o fim de todas as guerras e conflitos (MORIN, 2002).


4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

 
          A Educação a Distância necessita de um novo olhar sobre o trabalho cotidiano e suas características, sobre o papel do professor e do aprendente. O professor deve ser visto como o mais importante ator nesse processo, pois deve estar superior ao papel de um simples usuário de programas e produtos de outros atores, reafirmando seu papel de educador na sociedade cada vez mais complexa. O professor deve ser reconhecido pelo seu valor da experiência direta na arquitetura da construção cientifica e humana para a transformação plena em conhecimentos que se tornarão, por sua vez, ação social.
 

          Há de se ter a certeza de que a observação e análise da prática docente, associada a pesquisa, podem proporcionar ao novo arquétipo docente o importante papel da compreensão mediatizada da aprendizagem e das estratégias cognitivas facilitadoras do entendimento, da busca e transformação das informações em conhecimentos pelo sujeito aprendente.


          Entretanto, muito caminho ainda há a percorrer nesse processo no EAD, sendo necessária a maturação da discussão da ótica docente dentro deste novo paradigma educacional que se torna cada vez mais utilizado pelos estudantes que dele participam. Esse modelo apresenta diversas matizes do optar por um caminho a percorrer, mas desse modo se está garantindo a responsabilidade com o conhecimento e os processos mediatizados que possibilitam sua compreensão e sua prática.

 

REFERÊNCIAS


BELLONI, M. L. Educação a distância. Campinas: Autores Associados, 2008.

FIORENTINI, L. M. R. MORAES, R. A. M. Linguagens e interatividade na educação a distância. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

FREIRE, P. A educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1969.

LUCKESI, C. ET AL. Fazer Universidade: uma proposta metodológica. São Paulo: Cortez, 2012.

MORIN, E. A religação dos saberes: o desafio do século XXI. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.

PETRI, O. ET AL. Educação a distância. Brasília: Liber Livro, 2005.

SILVA, A. C. Aprendizagem em ambientes virtuais: a educação a distância. Porto Alegre: Mediação, 2009.




[1] Autor - Pós-Graduado em Educação à Distância: Gestão e Tutoria pela UNIASSELVI – Centro Universitário Leonardo da Vince.
 
[2] Orientador – Professora Orientadora.
[3] Mediatização – Neste artigo, utilizar-se-á a definição de mediatização como sendo a intermediação das tecnologias disponíveis, internet, internetização das mídias de massa, outros meios tecnológicos e suas relações sociais de identidade que o professor utilizará para transmitir informações que possam ser transformadas em conhecimento.
[4] AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem, são plataformas tecnológicas que são disponibilizadas aos alunos que têm acesso através de um Login e de uma Senha para entrar  nesse ambiente.
[5] TICs – Tecnologias de Informação e Comunicação.
[6] ICQ -  é um programa de comunicação instantânea, este acrônimo foi feito com base na pronúncia inglesa I seek you que significa “eu procuro você” (tradução livre), que pertence a companhia Mail.ru Group.


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domingo, 19 de maio de 2013


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Ementa do Curso:

 
Exame Médico Admissional. Prontuário do empregado. Carteira de Trabalho e Previdência Social. Ficha de Registro. Perfil Profissiográfico Previdenciário PPP. Cadastramento do PIS. Dissídio Coletivo. CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Simples Nacional – Aspecto Trabalhista. Contrato de Trabalho. Ficha de Salário Família. Repouso Semanal Remunerado. Vale-Transporte. CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Apuração do 13° Salário. Afastamentos. Faltas Justificadas. Licenças. Férias. Perda do Direito de Férias. Concessão de Férias. Abono Pecuniário. Férias Dobradas. Férias Coletivas. Remuneração das Férias. Processo de Rescisão de Contrato de Trabalho. Comunicação de Dispensa. Modelos de Comunicados. Verbas Rescisórias. Seguro-Desemprego. Homologação. Folha de Pagamento. Salário e Remuneração. Pró-labore. Insalubridade. Periculosidade. Adicional Noturno. Horas Extras. Hora Extra Insalubre e Perigosa. Reflexo das Comissões e Horas Extras no DSR. Reflexo do Adicional Noturno no DSR. Banco de Horas. Descontos e Adiantamentos. Contribuição do INSS. IRRF. Contribuição Sindical. FGTS. Prazo para pagamento da folha. GPS. DARF. RAIS. DIR. CÉDULA C – Informe de Rendimento.

 
Professor  MSc. Adm. Marco Antonio Bottene CRA/SC 14.399 – Engenheiro Econômico e Administrador, Pós Graduado em Gestão Financeira e em Metodologia do Ensino Superior - FGV e em Educação  a Distância, Gestão e Tutoria. Mestre em Ciências da Educação Universidad Del Mar (Chile). Professor da Aupex – Uniasselvi, em cursos de Graduação e da FACEL e Faculdade Dom Bosco em cursos de  Pós-Graduação, Ex-Professor da FCJ Faculdade Cenecista de Joinville, da Anhanguera Educacional, da SOCIESC  e da FGV – Fundação Getúlio Vargas. Concursado na CMV – Comissão de Valores Mobiliários.
 
Interessados fazer depósito em conta bancária Bancos:  Itaú ou Bradesco e confirmar por e-mail, romacambio@terra.com.br
 
Blog: www.professormarcoantoniobottene.blogspot.com.br

 
Contas para depósito:

 Banco Itaú
Ag - 6820
C/C – 05570-2
Favorecido – Marco Antonio Bottene
Valor R$ 120,00

 
Banco Bradesco
Ag - 1712-4 
C/C - 977-6 
Favorecido - Marco Antonio  Bottene
Valor R$ 120,00

                            CURSO DE DEPARTAMENTO PESSOAL - RH


           PROFESSOR MSc. MARCO ANTONIO BOTTENE (AO CENTRO)
Com turma de Pós-Graduação na UNITÀ EDUCAÇÃO.


                                        CURSO DE DEPARTAMENTO PESSOAL - RH


Para  Contatos e Para Contratação do Prof°. MSc. Marco Antonio Bottene: romacambio@terra.com.br

Também faço palestras  em faculdades,  universidades, associações e treinamentos empresariais no Brasil e no exterior.
Áreas de Atuação: Finanças, Economia,  Motivação, Comunicação Empresarial, Administração, Técnicas e Conflitos  Empresariais e  Educação.

Consultorias Empresariais.

For Contacts and To Hiring Prof °. MSc. Marco Antonio Bottene:
romacambio@terra.com.br

I also lectures at colleges, universities, associations and business training in Brazil and abroad.
Practice Areas: Finance, Economics, Motivation, Business Communication, Management, Technical and Business Education and Conflict.

Business Consulting.

 

 

 

 


sexta-feira, 12 de abril de 2013

CURSO DE ESCRITA FISCAL - PRÓXIMA TURMA



CURSO DE ESCRITA FISCAL


O curso de Escrita Fiscal tem como objetivo capacitar os acadêmicos com conceitos práticos e atualizados de cálculo dosprincipais impostos de uma empresa.

Público Alvo – Estudantes universitários das áreas de Administração, Contábil ou de Economia, profissionais da contabilidade, auxiliares e assistentes contábeis ou administrativos e pessoas que necessitam aumentar seus conhecimentos na Escrita Fiscal.

Preço do Curso - R$ 120,00 – Com Certificado e Dois Coffee Breaks

Local –  UNITÀ EDUCAÇÃO - Rua XV de Novembro, 623. Entre as Ruas Blumenau e João Colin, Centro, Joinville, SC, amplo estacionamento gratuito.

Data/Horário – Dia 18 de maio de 2013 – Sábado das 08:00 às 12:00 horas, e das 13:30 às 17:30.

Ementa do Curso:

Introdução - O que é ICMS?, O que é IPI?

Conceitos: da cumulatividade e da não cumulatividade, imposto devido, imposto  anteriormente cobrado, documento fiscal hábil, situação regular   perante o fisco, contribuinte, fato gerador, estabelecimento industrial.

ICMS, IPI, Créditos dos Impostos, Apuração e Recolhimento do 

ICMS, Notas Fiscais, Apuração e Recolhimento do IPI, Operações Fiscais, 

Substituição tributária do ICMS. ISSQN.


O Simples Nacional e os seus respectivos Anexos.

Imposto de Renda Pessoa Física IRRF, INSS. Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ.

Lucro Presumido, Lucro Real com apuração Trimestral e Lucro Real com apuração Mensal,

PIS e COFINS no Lucro presumido cumulativo e PIS e COFINS no Lucro Real não cumulativo.

Att. Prof. MSc. Marco Antonio Bottene

Interessados fazer depósito em conta bancária Bancos:  Itaú ou Bradesco e confirmar por e-mail, romacambio@terra.com.br
Contas para depósito:

Banco Itaú
Ag - 6820
C/C – 05570-2
Favorecido – Marco Antonio Bottene

Valor R$ 120,00


Banco Bradesco
Ag - 1712-4 
C/C - 977-6 
Favorecido - Marco Antonio  Bottene

Valor R$ 120,00





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Também faço palestras  em faculdades,  universidades, associações e treinamentos empresariais no Brasil e no exterior.
Áreas de Atuação: Finanças, Economia,  Motivação, Comunicação Empresarial, Administração, Técnicas e Conflitos  Empresariais e  Educação.

Consultorias Empresariais.

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terça-feira, 2 de abril de 2013

A EDUCAÇÃO NEOLIBERAL NO BRASIL - ALGUMAS REFLEXÕES
 
Autor - Prof°. MSc. Marco Antonio Bottene
 
 
          Todos temos sido testemunhas do fantástico progresso da humanidade, e, a cada dia surgem novas descobertas em todos os campos da conhecimento, possibilitando a realimentação e tornando contínuo e dinâmico o processo contemporâneo de evolução social. A educação, como processo social, necessita assegurar o crescimento do ser humano, distanciando-o cada vez mais da barbárie e da insensatez, mantendo-se atualizada em relação ao nosso mundo que a norteia. Essa tendência é desafiadora tanto para porfessores como para os educandos, rompendo com o tradicional e ultrapassando fronteiras regionais e nacionais, mesmo contrariando as tendências crítico-social e libertária, de nosso grande e eterno mestre Paulo Freire, pois as ideologias socialistas perdem-se na contra mão das tendências tecnicistas, influenciadas pelo neoliberalismo econômico que, através das tecnolologias mediatizadoras alienam as massas estudantis ao consumistmo e aos modismos imitativos que são lançados aos milhões nas redes sociais, preparando-os muito mais para o "mercado" do que para as reflexões introspectivas da alma e do espírito, ou seja da vida.
 
          Dentro deste contexto atual, ao qual repudio por completo, mas não posso ser hipócrita para não o perceber e conviver com ele, devemos nos esforçar para tentar fazer, com que alguns possam perceber a enorme falácia educacional que o países oferecem, principalmente o nosso país (Brasil), em suas Entidades de Ensino Superior Privado.
 
          Assim sendo, a Avaliação da Apendizagem não apresenta, neste atual cenário, o objetivo de mensurar o conhecimento dos alunos, ao contrário, não devia existir notas, nem exames e nem castigos. A aprendizagem deve ser centrada nas capacidades cognitivas já estruturadas nos alunos. A Avaliação formal escrita deveria ser extinta nesse nosso atual sistema educativo, transformando em uma autoavaliação, cabendo a nós, professores, respeitarmos os diversos ritmos de desenvolvimento dos educandos.
 
          Eu me revolto com o distanciamento da prática com a teoria, lendo Paulo Freire (1996) e suas sábias palavras, podemos ver que: "a educação cumpre sua função na medida em que promove a construção de um cidadão" (que tipo de cidãdão estão saindo das faculdades, aqui no Brasil teve um estudande de psicologia que arrancou o braço de um ciclista, além de não parar para prestar socorro, ainda jogou o braço daquele ser humano em um rio, o estudante de classe média alta estava em uma "balada"), continuando com Paulo Freire...para nela intervir, recriando-a, fala de nossa educabilidade e um nivel distinto do adestramento dos outros animais ou do cultivo das plantas..." percebam caros leitores, A QUEM ESTAMOS ENGANANDO COM ESSE DISCURSO, SERÁ QUE A NÓS MESMOS"? Nosso país está mergulhado na corrupção e no descaso social, na lei do ganhar dinheiro a qualquer custo, é só isso que interessa para que uma pessoa possa ter espaço nessa sociedade neoliberal, cada vez mais egoísta.
 
          Temos que ter um discurso NOVO, onde possamos, com a manifestação de nossos conhecimentos e com a percepção subjetiva de nosso intelecto, poder realmente contribuir para atuar na EDUCAÇÃO dentro desta ótica neoliberal e dar a nossa contribuição efetiva, sem falsas falácias ideológicas que nos levam a nada e ainda passamos, muitas vezes, por professores anacrônicos, para não dizer palhaços dos alunos que se julgam saber muito mais que o mestre, já que acreditam que têm as respostas para tudo no Google, por exemplo. Nosso atual paradigma continua fragmentado dentro de um sistema cartesiano que se descontextualiza e também fragmenta a própria realidade educacional brasileira. O nivel dos estudantes universitários das IES (Instituições de Ensino Superior)  prívadas no Brasil, com raras excessões,  é lamentável, chega a ser, em alguns casos,  ridículo e, se não fizermos nada nas bases que os produzem até chegarem neste nivel de total desestrutura cultural, vamos sofrer as consequências em um futuro muito próximo.


               Prof°. Marco Antonio Vedovelli Bottene atuando em sala de aula de Pós-Graduação







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quinta-feira, 28 de março de 2013


 
AIESEC - INTERCÂMBIO INTERNACIONAL
 
 
Olá Pessoal, está é Alexia Vasdeki, uma intercambista da AIESEC, de Atenas, Grécia que está em minha casa passando alguns meses. Este intercâmbio promove um trabalho que deve ser desenvolvido com uma finalidade social pelos intercambistas. Minha filha Karina esteve na Rússia por três meses também recentemente. Alexia é estudante do último ano de Administração de Empresas e está fazendo um trabalho junto às escolas municipais de Joinville, proporcionando aos estudantes conhecimentos culturais da Grécia e de sua civilização. É muito importante participar de intercâmbios, pois possibilita uma visão de mundo muito mais ampla com a integração cultural de diferentes povos. Quem tiver interesse em fazer intercâmbio com a AIESEC pode ir até  o escritório deles, que em Joinville fica no Campus da UDESC, ao lado da Univille. Seja Bem vinda Alexia. Eis o seu depoimento. .
 
Hello to all!
My name is Alexia Vasdeki, I am 22 years old and I come from Greece. I was born and lived there for all my life, and I am currently studying at Athens University of Economics and Business, Business Administration and I am in my last year of studies.

Three years ago I had the opportunity to meet an amazing organization called AIESEC, which I immediately joined. This organization changed me as a person, it made me open my eyes,  learn things and most of all develop myself. Having said that, I wanted to get out of my comfort zone and do something different. So I took part in one of the most popular programs that AIESEC offers, the Global Community Development Program, and I came to Brazil for 2 months in order to teach voluntarily to children in schools about various issues.

I am staying with the Bottene family which had been an amazing experience since they have made me feel as part of the family and I can really see and understand the Brazilian culture and everyday life.

For me Brazil is beautiful because of its people. You are so open and caring and seem to enjoy every day of your life, trying to make the most out of it. I am really happy and glad that I have the opportunity to be here and live in a state, Santa Catarina, which is actually bigger than my whole country!
 
Many thanks to Marco and his family for making me feel part of it and for making my experience beautiful!
 
 
                                       Alexia Vasdeki intercambista de Atenas, Grécia.
 









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segunda-feira, 25 de março de 2013

SBC PLANOS ASSISTENCIAIS

Olá pessoal.

O professor está trabalhando com a Empresa SBC Planos Assistenciais, estou dando uma consultoria para eles sobre a implantação do Marketing de Rede. Essa empresa tem mais de 9 anos de mercado em Joinville e, promove o desenvolvimento social através de seus planos de assistência funeral, médica, odontológica, fisioterápica, e, com descontos em farmácias e óticas, além de disponibilizar aos seus associados equipamentos de convalescência (cadeiras de rodas, cadeiras de banho, muletas, etc.).
 
Estou oferecendo a vocês uma oportunidade de se tornarem associados e entrar no negócio de Marketing de Rede dessa empresa, proporcioando uma fonte residual de renda, que garantirá sua independência financeira. A empresa oferece uma franquia individual, por um valor de R$ 50,00 (cinquenta reais) de investimento inicial para você poder ter o seu negócio e formar a sua rede. É uma oportunidade única para você poder complementar a sua renda. Os interessados procurem o professor na faculdade ou, para aqules que são ex-alunos ou para os que não são alunos podem me escrever pelo email: romacambio@terra.com.br que eu terei prazer em poder apresentar essa excelente proposta.
 
Lembram-se quando o professor falou sobre a deusa grega da oportunidade, pois é, ela está passando na sua frente, não a deixe escapar.
 
Um abraço do prof°. Marco Antonio.
 

Para  Contatos e Para Contratação do Prof°. MSc. Marco Antonio Bottene: romacambio@terra.com.br

Também faço palestras  em faculdades,  universidades, associações e treinamentos empresariais no Brasil e no exterior.
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Consultorias Empresariais.