quarta-feira, 30 de maio de 2012



Instituições Bancárias


Os bancos são instituições privadas ou públicas que fornecem serviços financeiros à sociedade.
As atividades exercidas por essas instituições são essenciais à manutenção das atividades comerciais, já que, além de oferecer serviços financeiros, facilitam transações de pagamento e oferecem crédito pessoal, ajudando no desenvolvimento do comércio nacional e internacional.
O dinheiro captado por estas instituições através dos depósitos executados por seus clientes (pessoas físicas, empresas, indústrias e/ou governo) é utilizado pelos bancos para conceder empréstimos a outros clientes, mediante o pagamento de juros. O resultado dessas operações é a constante circulação do dinheiro.
Os bancos conseguem obter lucros, através dos juros e das taxas cobradas pelas transações efetuadas. Exemplos: Taxa de manutenção de conta, juros de empréstimos, taxas de DOC e etc.

Definição



Instituição cuja atividade consiste na realização de operações financeiras e na prestação de serviços financeiros, dos quais, os mais comuns são a concessão de crédito e o recebimento de depósitos dos clientes, que remunera.

História



Na medida em que ocorreu o surgimento da moeda no período das grandes civilizações, começaram a surgir pessoas que ofereciam serviços bancários, porém esses serviços eram bastante pequenos e restritos, sendo inclusive, vistos de forma ruim pela sociedade da época.


Com o florescimento do comércio no fim da Idade Média, a função de banqueiro se tornou algo muito presente na Europa, fazendo com que sua função passasse a se transformar em um trabalho formal e imprescindível para a sociedade. Nas feiras da Europa Central, quando as pessoas chegavam com valores em ouro para trocar com outro produto, era o banqueiro que fazia a pesagem de moedas, avaliação da autenticidade e qualidade dos metais, em troca de uma comissão.


Com o passar do tempo, os banqueiros passaram a conceder adiantamentos e a aceitar depósitos monetários, e em troca o banco emitia um certificado. Posteriormente com a criação do papel-moeda, a vida dos banqueiros se tornou bem mais fácil. Hoje em dia os bancos são organizações altamente lucrativas, e com o avanço da tecnologia, os bancos passaram a possuir sistemas de informações bancárias de altíssima qualidade, caracterizando uma das faces da globalização.


Existem relatos de sistemas financeiros desde a antiguidade, onde os povos fenícios já utilizavam várias formas diferentes de realizar pagamentos, como documentos de créditos.


Mas, foi no século XVII que os bancos se firmaram, com o lançamento do dinheiro de papel (papel-moeda) pelo Banco de Estocolmo.Nesta época, vários países europeus começaram a produzir sua própria moeda.


Outros tipos de bancos surgiram a partir do século XIX, quando o progresso econômico, provocado pela Revolução Industrial, ajudou na criação do banco industrial, cuja função era de mobilizar valores autos (grandes somas) de dinheiro para auxiliar o desenvolvimento industrial.


Hoje, os bancos são regulados pelo Banco Central de cada país, o Banco Central possui a função de emitir dinheiro, capturar recursos financeiros e regularem os bancos comerciais e industriais. Assim, eles estabelecem regras e controlam o sistema financeiro geral de cada país.


Além disso, hoje já existem os chamados – bancos internacionais – que concedem empréstimos a bancos centrais de países necessitados e ajudam no desenvolvimento de vários países (Bird - Banco Interamericano de Reconstrução e Desenvolvimento).


ADVFN, 2008.  Disponível em: http://wiki.advfn.com/pt/Institui%C3%A7%C3%B5es_banc%C3%A1rias  Acesso em: 16/04/2012.

terça-feira, 29 de maio de 2012


CONSULTORIA  - Soluções Empresariais

Prezados alunos e leitores do Blog

O professor também faz Consultoria Empresarial nas mais diversas áreas da Administração.

Estrutura; Custos; Rentabilidade; Organização Empresarial Geral ou por Setores; Planos para Missão e Visão Empresarial; Produtos e Mercados; Vendas; Fabricação e Operação; Finanças; Recursos Humanos; Sistemas e Métodos; Atitude Empresarial; Coaching; Fluxogramas, etc.

Elaboração de Diagnóstico Empresarial que serve como base para a realização e concretização de uma nova situação empresarial, com atitudes mais adequadas, dentro de um novo Plano Estratégico.

Planos de Negócios para abertura de empresas,  abertura de novas filiais, lançamentos de produtos ou serviços e aquisições. Viabilidade de negócio e fatores de risco.

Treinamentos em equipes para sinergizar a organização, motivando os mais diferentes departamentos a trabalharem dentro de um perfil sistêmico, transformando as informações em Conhecimento Empresarial.

Palestra Empresarial Motivacional.

Rentabilidade garantida no mercado, tem sido a satisfação de muitas empresas que já se utilizaram de minha consultoria.
 

Prof°. Ms. Marco Antonio Bottene - Na Expogestão/Joinville-SC -2012
 

Para quaisquer informações ou consultas, agende uma entrevista através do email:


Atenciosamente;

Prof°. ADM. Ms.Marco Antonio Bottene
CRA/SC 14.399


segunda-feira, 28 de maio de 2012



A importância de um Plano de Negócio para as empresas.

O Plano de Negócio é um instrumento de que dispõem empreendedores, empresários e instituições para planejar um empreendimento e prever situações de risco. Trata-se de um conjunto de informações elaboradas de forma organizada em que são vislumbrados os aspectos mais importantes de um empreendimento.
No Brasil, o Plano de Negócio tem sido cada vez mais utilizado, tornando-se um instrumento indispensável para a criação e o planejamento de negócios. Veja por quê:
·    Ele é, antes de tudo, o processo de validação de uma ideia. Através dele o empreendedor terá elementos para decidir se deve ou não abrir a empresa ou iniciar um novo projeto.
·    É um instrumento de diminuição de riscos. Ao fazer o Plano de Negócio, o empreendedor estuda a viabilidade do seu negócio sob todos os aspectos, cria ações preventivas contra possíveis ameaças e desafios, conhece a fundo o mercado e a clientela, evita esforços desnecessários, investimentos improdutivos, gastos sem sentido.
·      É um mecanismo de que dispõe o empreendedor para refletir sobre si mesmo e sobre o negócio: vale a pena? É o que sonhei? Depois de feito, o Plano de Negócio indica novos caminhos, mesmo que um deles seja a desistência da ideia. É um momento em que os erros saem mais baratos (ainda estão no papel ou na tela do computador).
·        É uma linguagem de comunicação entre e o empreendedor e sua equipe, já que as informações existentes no documento (objetivos, projeções, análises e estratégias) vão unir todos os integrantes em um esforço direcionado.
·       É um documento para negociação e obtenção de recursos. No Brasil, o Plano de Negócio já é exigido em algumas circunstâncias. Em função dele são selecionadas empresas para serem admitidas em incubadoras e parques tecnológicos; os capitalistas  condicionam o risco de  sua participação a um Plano de Negócio extremamente profissional; alguns financiamentos bancários exigem Planos de
Negócios, e até mesmo programas governamentais (como o Programa Brasil Empreendedor, lançado em 1999, e o Programa Primeira Empresa Inovadora, de 2010) utilizam o Plano de Negócio como instrumento básico para o apoio às micros e pequenas empresas.




quinta-feira, 24 de maio de 2012

Roteiro de Estudos de Matemática - Avaliação II - Turmas ADG 180 e 182

Queridos alunos Saudações, estudem:

Unidade 01

Equações exponenciais, pgs 59 e 60 Final da Unidade 01 tópico 04, resolvam o exercício de nº 18 da página 64.

Unidade 02

Funções - Domínio e Imagem
Funções - Injetora e Bijetora
Funções - linear, constante, identidade e translação
Resolvam as auto atividades da unidade 02 tópicos  01, 02 e 03

Estudem forte a unidade 02 das funções até o tópico 03, o tópico 04 da unidade 02 estudem somente para a prova final.

Estarei fazendo uma revisão na unidade 02 na próxima aula, somente com funções.

Bons estudos.

Abraços do Prof°. Marco Antonio.

terça-feira, 22 de maio de 2012



Gestão do Conhecimento Empresarial.


Todo o conhecimento, por ser um produto social, emerge por meio da interação. o conhecimento não poder ser confundido com dado ou com informação. Dados são fatos  com determinada objetividade que nos são apresentados sem qualquer critério ou que pode também estar fora de um contexto conhecido. no momento em que esses dados passam a ser classificados, analisados, interpretados, sumariados e inseridos dentro de um determinado contexto, eles passam a ser embromação. A informação pode desenvolver-se e transformar-se em conhecimento. A partir deste momento algo muito mais pertinente surge dentro do que chamamos de competitividade, pois esse conhecimento passa a estabelecer ligações que são capazes de gerar valor para o mercado.

Desta forma, pode-se dizer que o conhecimento é um conjunto de informações repletas de experiências, insights e julgamentos de valor. Quase todo conhecimento reside no indivíduo, e, é por este motivo, que as organizações de sucesso oferecem, continuamente para seus colaboradores, oportunidades para que ampliem os seus estoques de capital intelectual através do processamento de dados e informações que serão a posteriori transformados em conhecimento.

A gestão do conhecimento empresarial preocupa-se com a identificação dos conhecimentos que possuem valor expressivo para a organização no intuito de catalogá-los e divulgá-los, de maneira contínua e eficaz, visando, o máximo possível, seu uso por toda a organização. Torna-se uma espécie de memória corporativa que surge através do resultado que a empresa consegue em adaptar e modificar o conhecimento e o seu uso em formas práticas e compatíveis com um ambiente extremamente complexo e em constante mutação.


Autor: Prof°. Marco Antonio Bottene.

Referências: 

CHORAFAS, D. Sistemas especialistas. São Paulo: Mcgraw-Hill, 1988.

WEITZEN, H. O poder da informação. São Paulo: Makron, 1991.




domingo, 20 de maio de 2012



Como podemos transformar a informação gerada num contexto educacional, em conhecimento significativo para o processo-ensino-aprendizagem de nossos alunos e alunas?
          Podemos dizer que a sociedade atual é uma grande geradora de informação e que todos nós de certa forma estamos reaprendendo a conhecer, a aprende a aprender, a comunicar-nos, a ensinar, a interagir o tecnológico com o humano, a integrar  o grupal, o individual e o social.
          Educar é um processo complexo onde se é necessário existir uma colaboração entre mestres e alunos, seja nas escolas ou nas empresas, para que informações, das mais diversas, sejam transformadas em processos permanentes de aprendizagem, através de seus projetos de vida, no desenvolvimento de habilidades que permitam uma real compreensão para que possam descobrir seus próprios espaços pessoais, sociais e profissionais e tornarem-se cidadãos felizes, realizados e produtivos através da transformação de todo esse processo em conhecimento.
          Passamos por uma rápida mudança nos sistemas de informação no século XX e consolidá-se de forma ainda mais rápida no nosso século. Ainda não aprendemos todas as possibilidades de explorar cada meio de informação, migramos do livro para a televisão e vídeo e destes para o computador e a internet sem saber ao certo o que fazer com tanta informação disponível em nossa sociedade.
          Dentro desta ótica, o docente tem uma grande opção de possibilidades metodológicas para organizar sua comunicação com os alunos, presenciais ou virtuais, podendo introduzir temas, sugerir trabalhos, seminários, fóruns, ou outras atividades que possam contribuir para as transformações dessas informações em conhecimentos.
          Podemos trabalhar em processos contínuos de informação, comunicação e pesquisa, em uma parte de nossas aulas, aonde através do construtivismo vamos formando o conhecimento, no sentido de equilibrar os alunos individualmente ou de maneira grupal, possibilitando uma inter-relação saudável entre o professor-coordenador e os alunos-participantes ativos.
          O professor promove o incentivo, a motivação, proporciona os passos iniciais para um campo que não conhecemos através de informações. O aluno fazendo uso dessa motivação vai a campo, pesquisa, interage as informações, busca o saber. O professor continua gerenciando esse processo de aprendizagem,  coordena todo o andamento, num ritmo adequado, procura ser o gestor das diferenças e das convergências.
          Uma proposta viável para proporcionar essa transformação da informação em conhecimento é a da escolha dos temas fundamentais a serem pesquisados e de como trabalhá-los, através dos meios de informação disponíveis.  Sugerimos trabalhar os temas fundamentais coletivamente em pequenos grupos e os temas periféricos de maneira individual.  Caso tenha sido definida a internet como meio principal de busca das informações, a pesquisa em grupo pode se iniciar de forma holística, dando somente o tema sem referências a sites específicos, proporcionando aos alunos uma procura de acordo com a sua experiência e seu conhecimento prévio. Isso permite aumentar muito as opções de busca, com variados resultados, a descoberta de novos horizontes ainda desconhecidos tanto por eles como pelo professor. Depois de um determinado tempo o professor deve organizar os resultados, ainda em forma de informações, e indicando os caminhos mais promissores e descartando, com a participação dos alunos, as informações inúteis ou viciosas.
          O mestre é o elo de união do grupo. Textos e materiais que parecem ser mais promissores são salvos e enviados no endereço eletrônico dos alunos, ou impressos, caso seja necessário. O próximo passo é fazer uma síntese dos matérias coletados, das questões levantadas e das ideias percebidas. O professor pede que todos leiam esses materiais que parecem os mais importantes para o próximo encontro, sugerindo que todos façam uma leitura mais aprofundada para uma discussão mais rica e profunda, onde todos possam estar com conhecimento de causa. O mestre, nesta etapa, utilizou do planejamento que foi utilizado na realização do material preparado e o enriquece com as novas contribuições da pesquisa cooperativa realizada pelos alunos.
          Podemos perceber que neste processo o aluno não é um tarefeiro que excuta atividades, mas é o de um pesquisador, que gera riqueza e qualidade nas informações coletadas. O mestre, sempre atento a essas descobertas e dúvidas, promove um intercâmbio das informações, problematizando-as, incentivando-as e relacionado-as.
          A internet é um universo que promove a construção cooperativa, um trabalho concomitante entre os professores e alunos, que podem estar próximos física ou virtualmente. Podemos estar juntos, mesmo longe fisicamente, e participar de uma pesquisa em tempo real, de um projeto com várias equipes, de uma determinada investigação sobre uma problemática de nosso mundo atual.
          O professor interfere com a ajuda e contextualização, ampliando o universo alcançado pelos alunos, problematizando a descobrir novos significados no conjunto das informações coletadas. Esse caminho de constante “feedback”, onde todos estão envolvidos e participativos, tanto na sala de aula ou numa lista eletrônica, é fascinante, repleto de criatividade, transbordando de novidades e avanços. È neste momento que o conhecimento tem seu nascimento a partir da própria experiência e que torna muito mais forte e definitivo em nós.



BOTTENE, Marco, A. V. Metodologia do ensino superior. Joinville: Facel/Aupex, 2011.










quinta-feira, 17 de maio de 2012

Entenda o Conceito de Concorrência Monopolística

Muitos acadêmicos ainda confundem a Concorrência Monopolística com o Monopólio.


Conceito de Concorrência Monopolística


A Concorrência Monopolística é uma forma de concorrência imperfeita e corresponde a uma situação em que existem numerosas empresas no mercado mas que oferecem produtos ou serviços não totalmente homogêneos e, por isso, não totalmente substituíveis. Numa situação deste tipo, cada uma das empresas possui algum poder de mercado para influenciar o preço dos seus próprios produtos ou serviços. De fato, no seu produto particular, diferenciado dos produtos dos restantes concorrentes, cada empresa funciona como um pequeno monopólio - a maior ou menor proximidade de uma situação de monopólio depende do grau de diferenciação (e portanto do grau de substituição) existente entre os diferentes produtos oferecidos: se esse grau de substituição é reduzido, a concorrência será maior e está-se mais próximo da concorrência perfeita; se o grau de substituição é elevado, a concorrência será mais reduzida e está-se mais próximo de uma situação de monopólio.


Boa leitura. Abraços do Prof°. Marco Antonio.


 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Roteiro de Estudos das Turmas ADG 180 e ADG 182

Disciplina de Matemática

Prezados Acadêmicos.

Estudem a Unidade 01 com ênfase no Tópico 01 referente à Teoria dos Conjuntos.

Estudar os conceitos apresentados: interseccção, união, contém, contido, pertence, etc.

Fazer os exercícios das autoatividades referente a esse tópico. Estudar com mais critério os exercícios números 10, 11, 12 e 13 da página 28 de nosso Caderno de Estudos.

Bons estudos.

Abraços do Prof°. Marco Antonio.

terça-feira, 15 de maio de 2012



O conhecimento e seus efeitos nas relações humanas.


Se alguém for convocado como testemunha num julgamento, será exortado a dizer a verdade. Precisará ter conhecimentos dos fatos para esclarecer o tribunal. E, supõe-se, com razão, que entenderá tal intimação: o seu depoimento deverá estar de acordo com o seu conhecimento correlacionados com os fatos. Essa pessoa não pode ser influenciado pelas suas convicções subjetivas, ou pelas de outras pessoas. No entanto, quando o seu testemunho não estiver em conformidade com os fatos, isso significa ou que mentiu, ou que não detem esse conhecimento.

De acordo com os relativistas, no entanto, eles acordariam que o testamento, qualquer que fosse seria verdadeiro, pois entendem por verdade justamente algo de distinto da concordância dos fatos, pois todo o conhecimento é relativo.

Todavia, analisando sob o ponto de vista dos utilitaristas, o testemunho da pessoa poderia se tornar verdadeiro, mesmo que não o fosse, pois para essa corrente a verdade é aquilo que a sociedade, pelo menos a maioria, o seu grupo de interesses, através da divulgação feita pela televisão ou outro meio de mídia aceita, pois adquiriram um conhecimento através dessas informações.

O conhecimento não é a procura da certeza. Errar é humano, todo o conhecimento humano é falível e, consequentemente, incerto. Afirmar que errar é humano significa que devemos lutar permanentemente contra o erro, e também que não podemos nunca ter a certeza de que, mesmo assim, não cometeremos erro algum.

Portanto os efeitos do conhecimento nas relações humanas podem ser muito distintos dependento do sujeito que o pratica.

Não existe nenhuma fonte derradeira do conhecimento. Toda e qualquer fonte é bem vinda, no entanto, qualquer que seja é objeto de verificação crítica. Além disso, o conhecimento, quando aplicado, pode ser interpretado diferentenmente, dependendo da cultura de cada sociedade, podendo ser bom ou ruim.

POPPER, Karl. Em busca de um mundo melhor. Lisboa: Fragmentos, 1992.


Vamos refletir sobre isso.


Abraços Prof°. Marco Antonio.



AS AÇÕES QUE SE DEVEM SEGUIR PARA UMA BOA GESTÃO


Atendendo a sugestão de um aluno muito especial escrevo sobre as ações que se devem seguir para uma boa gestão. Escolhi o tema sobre A Gestão do Conhecimento voltada para uma Universidade particular, idéia esta que poderia ser associada a outras entidades, tais como a Hospitais, Clínicas, etc.

 
As ações que se devem seguir para uma boa gestão


Uma Universidade particular deve procurar seu equilíbrio econômico-financeiro por meio de sua atuação e participação no mercado, com grande competitividade, buscando eficiência em sua posição estratégica e arquétipos administrativos. Esse arquétipo deve estar orientado para o desenvolvimento de uma cultura orientada para o mercado, pressupondo-se que tanto a alta gestão como os seus funcionários entendam a organização como uma empresa educacional, competindo num ambiente em constante transformação, com alunos cada vez mais exigentes, não apenas nos quesitos educacionais, mas também quanto a localização, equipamentos e processos, podendo este último ser inclusive EAD.

Dentro deste contexto permite-se entender que as Universidade particulares também devem ter uma posição diferenciada frente aos seus concorrentes, buscando a aproximação com seus alunos, de maneira que aja uma corrente de propagação espontânea altamente positiva de seus serviços. essa propagação gera uma criação de valor na execução de seus serviços educacionais.

Nesse setido, a criação de valor no cumprimento de seus serviços aos alunos assume uma importãncia vital. Uma nova postura frente ao mercado necessita de uma clara definição da estratégia organizacional e a propagação de suas diretrizes junto ao corpo funcional incluindo todos os "stakeholders".

Uma Universidade particular é caracterizada como uma entidade do conhecimento, onde cada colaborador sabe mais de seu trabalho do que qualquer outra pessoa dentro da organização.

Nessas organizações do conhecimento o sistema de gestão não pode mais ter o poder originando-se no nível hierárquico, mas sim do próprio conhecimento, que passa a estabelecer novos perfis profissionais para os trabalhodores do conhecimento. Nessa empresas os "stakeholders" assumem uma nova dimensão, ou seja, passam a ser componentes importantes do capital intelectual, criadores de conhecimento e cujas relações são geradoras de novas competências organizacionais distintivas.

Autor Porf°. Marco Antonio Bottene

Referências:

SANTOS, S. LEITE, N. FERRARESI, A. Gestão do conhecimento: Instituição e práticas nas empresas e instituições.Maringá: Unicorpore, 2007.



Curso de Escrita Fiscal da Educaville

Quero agradecer a todos os alunos que participaram do Curso de Escrita Fiscal na Educaville encerrado em 12/05 e ministrado por este professor. Também ficam aqui registrados os meus agradecimentos à Educaville, à sua diretora e aos seus colaboradores pelo carinho e profissionalismo.

Segue relatório de notas dos alunos:

Indianara..... - 10,00 (dez)
Alex...........  -  10,00 (dez)
Maecely...... - 10,00 (dez)
Jislaine........ - 10,00 (dez)
Geovane...... - 10,00 (dez)
humberto..... - 10,00 (dez)
Ana Paula.... - 10,00  (dez)
Luana.......... - 10,00 (dez)
Marcela....... - 10,00 (dez)
Edson........... - 10,00 (dez)
Daniele........ - 9,00 (nove)
Barbara....... -  9,00 (nove)
Daniela......... - 7,00 (sete)

Parabéns a todos os aprovados.

Abraços do Prof°. Marco Antonio.

segunda-feira, 14 de maio de 2012



Suporte e Resistência, entenda o siguinificado desses termos do Mercado de Capitais.



Afinal, o que é um suporte?

Suporte é um nível, ou região, de preços onde a força dos compradores supera a força dos vendedores. Na prática, é quando os preços dos ativos vêm apresentando cotações cada vez mais baixas (tendência de baixa) até atingirem um nível onde os compradores entram no mercado comprando esses mesmos ativos. Isso faz com que a tendência anterior, que era de queda, seja pausada, ou, até mesmo, revertida em uma nova tendência, dessa vez de alta.

E resistência?

Ora, resistência é o inverso do suporte. Quando as cotações vêm apresentando preços cada vez mais elevados em uma tendência de alta, mas chega o momento em que os vendedores ganham força perante os compradores, então, esse movimento de alta é pausado, e pode se transformar numa reversão para uma nova tendência de baixa, ou simplesmente fazer com que os preços não continuem subindo, ou seja, que fiquem “lateralizados” por determinado período.

É importante ressaltar que um ponto de suporte ou de resistência não necessariamente significa que as cotações, a partir daquele momento, irão reverter a tendência atual em uma nova tendência na direção contrária.

Acesso em: 14/05/2012.

 

sexta-feira, 11 de maio de 2012


Teorias Contribuintes para a Educação


Enfoque Psicogenético de Piaget

Piaget acreditava que a abstração é um conceito puramente dinâmico que fomenta dois processos cognitivos interligados, um processo intrínseco, que consiste em abstrair elementos do mundo material e um segundo processo de aquilatamento muito maior e mais complexo. Esse segundo processo seria um trabalho descentralizador que obriga mergulhar o conhecimento adquirido num universo muito mais amplo que norteia a um relativismo. Segundo ele, o processo de conhecimento é muito mais de responsabilidade do indivíduo do que da sociedade.

Lebert, G (apud Morin, E.2002)
MORIN, E. A religação dos saberes: O desafio do século XXI. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.




Teoria de Ausubel e a Aprendizagem Significativa


Em síntese esta Teoria pressupõe que todo o aprendizado só acontece quando o aluno tem já formado uma concepção prévia em sua base cognitiva. Desta forma, é como se o novo aprendizado, o novo conhecimento fosse sobreposto sobre o estoque cultural que já está implícito cognitivamente no aluno.

Disponível em: http://www.famema.br/semanadeplanejamento/referenciais_teoricos_ausube.pdf YAMASAKI, S. C. Teoria da aprendizagem significativa de David Ausubel. Cuiabá: UEMS, 2008. Acesso em: 11/05/2012.



A Psicologia Socio Cultural de Vygotsky

Segundo Vygotsky, paradoxalmente a Piaget, a formação do conhecimento cognitivo se dá através de uma formação dialética entre o indivíduo e a sociedade ao seu redor, ou seja, há uma metamorfose entre o homem e o ambiente que o cerca, possibilitando um cambio entre ambos. Sua visão também compartilha de que o homem interage com o seu meio ambiente utilizando-se de ferramentas técnicas, que vão desde o uso da linguagem ao de uma ferramenta agrícola, por exemplo.

 Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/lev-vygotsky-teorico-423354.shtml?page=3#   FERRARI, M. Lev Vygotsky, o teórico do ensino como processo social.  Acesso em: 11/05/2012.



É com grande prazer que escrevo sobre essse ícones da Educação e da Psicologia, trabalho apresentado para a Universidade Del Mar - Chile, Mestrado em Ciências da Educação.
Autor - Prof°. Marco Antonio Bottene.




Roteiro de Estudos da Turma EMD 167 - Matemática Financeira

Olá pessoal, bom dia. Estudem:

Dissertativas


-Verifique quais são os objtivos básicos da Matemática Financeira
- Conceitos e definições de prazos e períodos
- Estudar o sistema de capitalização simples e onde esse sistema é aplicado na prática

Objetivas

-Capitalização composta
-Capitalização Simples
-Desconto simples

Nas questões objetivas em sua maioria está composta de cálculos do tipo: Dado um determinado capital aplicado a determinado tempo rende quanto de juros?

Também ocorre perguntas solicitando o valor recebido por um desconto de um título com determinado valor a um determinado tempo.

Façam as autoatividades das páginas 124, 125, 138,153155,156,157, 209, 210 e 211.

Revisem também algumas autoatividades sobre desconto na unidade 2.

Bons estudos, se possível marquem pequenos grupos para fazer os exercícios das autoatividades neste final de semana.

Abraços Prof°. Marco Antonio.
Roteiro de Estudos Turma GFI 0012 - Estatística

Bom dia pessoal, estudem:

Dissertativas

- Média de distribuição de dados agrupados (seria cmpletar dados em tabela Claases, frequências (fi) (xi) (xi-fi).
- Calculo de amostra dentro de uma população que deverá ser analisada para uma pesquisa dando-se uma margem de erro de X%.
- Arredondamentos decimais. Ex.: 34,987 = 34,99
26,9548 = 26,955

Objetivas

- Variáveis estatísticas - quantitativas e qualitativas
- Leitura de gráficos de sistema de barras
- Média e desvio padrão
- Separatriz
- Leitura de gráficos de sistema de pizzas
- Leitura de tabelas
- Rol (interpretação)
- Moda (verificação de moda dentro de um determinado Rol)
- Mediana
-Função de Regressão Linear (definição e sua relação com duas variáveis)
- Medidas de tendência - Assimetria de uma distribuição
- Coeficiente de correlação de Pearson

Como a prova é considerada dificil estudem forte os ítens elencados nesse roteiro de estudos.

Bons estudos, abraços do Prof°. Marco Antonio.
Roteiro de Estudo Turma ADG 0134 - Empreendedorismo

Olá pessoal bom dia. Estudem:

Dissertativas

- Características demonstradas pelo empreendedor;
- Os aspectos do ensino tradicional nas Universidades Brasileiras;
- Conceito de incubadoras relacionadas ao empreendedorismo;

Objetivas

- O Empreendedorismo social;
- Conceito de incubadoras;
- O mundo corporativo e suas tendências;
- Plano Operacional, Financeiro, Negócios e de Marketing.
- A necessidade de avaliação de tendências futuras;
- Plano de negócios;
- Uma abordagem do ensino empreendedor;
- Conceito de empreendedorismo.

Bons estudos, estudem forte o roteiro elencado acima.

Abraços a todos e boa prova.

quinta-feira, 10 de maio de 2012



Conceito de Gestão


Segundo Santos Neto (apud Santos, S. Leite, N. Ferrarese, A. 2007), gestão deve ser entendida como um processo sistemático de busca, seleção, organização, caracterização e apresentação da informação transformada em conhecimento, em qualquer nível organizacional, de forma que aumente a compreensão dos funcionários em uma área específica de interesse. a gestão é responsável por transmitir às pessoas envolvidas com a organização a receber "insights" e a entendê-los a partir de seus próprios conhecimentos e experiências no dia-a-dia da empresa. As atividades de gestão ajudam a focar a organização, de qualquer tipo que seja, na aquisição,armazenamento, criação, utilização, atualização e descarte de conhecimento para solução de problemas. preocupa-se também, em sustentar um processo contínuo de aprendizado dinâmico de maneira autossustentável. A gestão é a responsável pela formação de conhecimento aos executivos e dirigentes da empresa no processo de tomada de decisões estratégicas e operacionais.


SANTOS, S. LEITE, N. FERRARESI, A. Gestão do conhecimento. Maringá: UniCorpore, 2007.




terça-feira, 8 de maio de 2012



A ÁRVORE DO
CONHECIMENTO
As bases biológicas da compreensão humana

Humberto R. Maturana e Francisco J. Varela

Palas Athena Editora

Título original: El Árbol del Conocimiento




 
O ponto de partida de A Árvore do Conhecimento é surpreendentemente simples: a vida é um processo de conhecimento; assim, se o objetivo é compreendê-la, é necessário entender como os seres vivos conhecem o mundo. Eis o que Humberto Maturana e Francisco Varela chamam de biologia da cognição. Esta é a sua tese central: vivemos no mundo e por isso fazemos parte dele; vivemos com os outros seres vivos, e portanto compartilhamos com eles o processo vital. Construímos o mundo em que vivemos ao longo de nossas vidas. Por sua vez, ele também nos constrói no decorrer dessa viagem comum. Assim, se vivemos e nos comportamos de um modo que torna insatisfatória a nossa qualidade de vida, a responsabilidade cabe a nós.

Esse livro é simplismente maravilhoso e imperdível, para todos os campos do saber.

Os autores são chilemos, eu indico.

Abraços Prof°. Marco Antonio Bottene










O QUE É UM ENSAIO?


Muitos alunos me perguntam o que é um ensaio, de que forma devo fazê-lo?

Apresento duas definições técnicas sobre o assunto. Os trabalhos acadêmicos quando são solicitados na forma de ensaio são geralmente curtos, com duas ou três laudas.

Definições


O ensaio é um "estudo bem desenvolvido, formal, discursivo e concludente, consistindo em exposição lógica e reflexiva e em argumentação rigorosa com alto nível de interpretação e julgamento pessoal. No ensaio há maior liberdade por parte do autor, no sentido de defender determinada posição sem que tenha que se apoiar no rigoroso e objetivo aparato de documentação empírica e bibliográfica. De fato, o ensaio não dispensa o rigor lógico e a coerência de argumentação e por isso mesmo exige grande informação cultural e muita maturidade intelectual" (SEVERINO, 1976, p.153).

"É uma exposição metodológica dos assuntos realizados e das conclusões originais a que se chegou após apurado o exame de um assunto. O ensaio é problematizador, antidogmático e nele deve se sobressair o espírito crítico do autor e a originalidade" (MEDEIROS, 2000, p. 112).

Este texto teve a colaboração do colega de mestrado na Universidad Del Mar (Chile) Bedermino Betat Leite, ao qual quero enviar um grande abraço.

Prof°. Marco Antonio Bottene.







segunda-feira, 7 de maio de 2012


Auto Escola Príncipe e Universitária

Gostaria de agradecer a Auto Escola Príncipe e a Auto Escola Universitária pelo treinamento motivacional e operacional realizado por este professor nas dependências do Hotel Slavieiro de Joinville em 30 de abril de 2012, juntamente com a excelente equipe de profissionais destas empresas. Com o apoio do empresário José Roberto Vieira Seberino.

A Auto Ascola Príncipe e Universitária oferecem um excelente serviço. É o lugar certo para você meu aluno, poder tirar a sua carteira de motorista.

Abraço do Prof°. Marco Antonio a todos os professores e profissionais que participaram deste treinamento.



Conselho Nacional de Previdência Complementar - CNPC


O CNPC é o novo órgão com a função de regular o regime de previdência complementar operado pelas entidades fechadas de previdência complementar, nova denominação do Conselho de Gestão da Previdência Complementar.


O CNPC é presidido pelo ministro da Previdência Social e composto por representantes da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), da Secretaria de Políticas de Previdência Complementar (SPPC), da Casa Civil da Presidência da República, dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, Orçamento e Gestão, das entidades fechadas de previdência complementar, dos patrocinadores e instituidores de planos de benefícios das entidades fechadas de previdência complementar e dos participantes e assistidos de planos de benefícios das referidas entidades.


O Decreto nº 7.123, de 03 de março de 2010, dispõe sobre a organização e o funcionamento do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) e dá outras providências.


Conheça:

sábado, 5 de maio de 2012



Administração Bancária e as Funções do Banco Central


Administração Bancaria e as Funções do Banco Central: Para atingir os objetivos propostos nos macroprocessos, tendo em vista o conjunto de atribuições legais e
regulamentares, as funções do Banco Central são: Formulação, execução e
acompanhamento da política monetária; Controle das operações de crédito em
todas as suas formas; Formulação, execução e acompanhamento da política cambial
e de relações financeiras com o exterior; Organização, disciplinamento e
fiscalização do Sistema Financeiro Nacional e ordenamento do mercado
financeiro; Emissão de papel-moeda e de moeda metálica e execução dos serviços
do meio circulante.


Política Monetária e Suas Mudanças em 2003 - Os mecanismos das reservas bancárias:
Operações de Mercado Aberto; Reservas Compulsórias; Assistência Financeira de
Liquidez.


Controle das Operações de Crédito - Política Cambial e de Relações Financeiras Com o Exterior: Regulação do Mercado de Câmbio; Administração das Reservas
Internacionais; Acompanhamento dos Movimentos de Capitais; Relacionamento com
Organismos Internacionais e América Latina; Participação no Processo de
Integração do MERCOSUL; Negociação da Dívida Externa.

Política Monetária: A política monetária tem por objetivo controlar a expansão da moeda e do crédito e exercer controle sobre a taxa de juros, procurando adequá-los às
necessidades de crescimento econômico e estabilidade dos preços. Para tanto,
utiliza-se de instrumentos clássicos: Operações de mercado aberto; Reservas
compulsórias e Assistência financeira de liquidez.


Dos instrumentos disponíveis para a execução da política monetária, o mais
intensamente utilizado refere-se às operações de mercado aberto, por sua maior
versatilidade em acomodar as variações diárias da liquidez. O segundo
instrumento, mediante alterações das exigências de reservas compulsórias sobre
depósitos, é aplicado de modo a influenciar a disponibilidade das reservas
bancárias e controlar a expansão dos agregados monetários, atuando sobre a sua multiplicação.
E, finalmente, a taxa cobrada na assistência financeira de liquidez determina o
custo do não-cumprimento dessas exigibilidades compulsórias, influenciando a
atuação dos agentes financeiros. Na operacionalização desses instrumentos, o
Banco Central age sobre a disponibilidade e o custo das reservas bancárias,
determinando, em última instância, as condições monetárias e creditícias
prevalecentes na economia e administração.


Para melhor entendimento da atuação do Banco Central, é importante ter uma visão
geral sobre a política monetária e, particularmente, compreender o mecanismo de
funcionamento das reservas bancárias, descrito resumidamente a seguir.
Mecanismo das Reservas Bancárias: As operações realizadas por qualquer agente
econômico com uma instituição financeira utilizam papel-moeda, cheques ou
outras formas modernas de transferência eletrônica de fundos. A cada operação,
a conta de depósitos dos agentes econômicos na instituição se modifica. Assim
como as pessoas físicas, jurídicas ou governos mantêm depósitos à vista numa
instituição financeira, através da qual realizam pagamentos e recebimentos,
inclusive fazendo aplicações financeiras, os bancos, de forma equivalente, têm
uma conta-corrente no Banco Central, através da qual recebem créditos e débitos
das demais instituições financeiras, do Tesouro Nacional e do próprio Banco
Central, ou seja, é por essa conta que as instituições financeiras realizam
suas operações.
As intervenções (compras e vendas de títulos pelo Banco Central) são de dois
tipos: Operações compromissadas e operações definitivas. Nas operações
compromissadas, o Banco Central assume ou empresta recursos por um prazo
definido, usualmente um dia (overnight), vendendo ou comprando títulos
com o compromisso de recomprá-los ou revendê-los em data combinada, a um
determinado preço. Nesse tipo de operação (dito leilão informal ou go-around),
o Banco Central atua no mercado através de instituições dealers, que são
aquelas credenciadas periodicamente pelo Banco Central, selecionadas entre as
mais atuantes do Sistema Financeiro. Nas operações definitivas, o título
incorpora-se à carteira da instituição compradora. A compra ou venda definitiva
realizada pelo Banco Central dá-se também através dos leilões informais ou dos
leilões formais, dos quais podem participar todas as instituições financeiras.
Os leilões informais realizam-se por via telefônica apenas com os dealers,
enquanto os formais se processam mediante propostas enviadas por escrito.
Atualmente, os leilões formais de BBC, de emissão própria, realizam-se
semanalmente, no dia útil anterior à quarta-feira. Os leilões de títulos do
Tesouro Nacional, em geral, ocorrem no último dia útil de cada mês. O Banco
Central opera nos leilões formais com títulos novos (mercado primário) e com os
que fazem parte de sua carteira e, portanto, já têm prazo decorrido.

O ajuste diário da liquidez é realizado através das operações compromissadas, com
várias intervenções do Banco Central. O processo pode ser descrito,
sinteticamente, da seguinte forma: Antes de o mercado começar a operar, o Banco
Central estima se há excesso de reservas no sistema bancário (caso em que o
Banco Central está undersold) ou deficiência de reservas (quando o Banco
Central está oversold). Essa estimativa é obtida através de consultas a
diversas fontes, entre as quais os dealers, referentes a operações que
afetam as reservas bancárias. Os quesitos mais importantes são: Emissão ou
recolhimento de moeda; Operações com ouro ou câmbio: Recolhimento de tributos;
Gastos do Tesouro Nacional; Transferências do orçamento oficial de operações de
crédito e do orçamento geral da União; Financiamentos tomados ou concedidos
pelos bancos, e seu retorno; Resgates e colocações de títulos públicos;
Operações de extramercado; Recolhimentos ou liberações de depósitos
compulsórios em geral, de Fundos de Aplicações Financeiras e de Fundos de
Investimento Financeiro, de recursos captados por entidades do Sistema
Brasileiro de Poupança e Empréstimo e de depósitos a prazo, aceites cambiais e
cédulas pignoratícias de debêntures; Saques ou depósitos sobre a média móvel do
recolhimento obrigatório.


O Banco Central, assim, atua diariamente no mercado de reservas bancárias, no
sentido de ajustar a liquidez do sistema bancário. Como resultado, se, por
exemplo, o Tesouro Nacional realiza despesas, ou se o Banco Central liquida
operações de compra de moeda estrangeira, surge à necessidade de compensar a
expansão do nível de reservas bancárias, tomando os recursos excedentes. Essa
operação se materializa pela venda de títulos que podem ser recomprados, nos
moldes utilizados por todo banco central do mundo que execute operações de
mercado aberto. Da mesma forma, quando ocorre escassez momentânea de reservas,
causada por uma arrecadação significativa de impostos federais ou por conta da
liquidação da venda de câmbio pelo Banco Central, a mesa de operações realiza
operações de compra de títulos que podem ser revendidos no dia seguinte.


Considerando, portanto, essa estimativa, bem como outros fatores tais como as taxas do
mercado futuro de juros, os índices de inflação e suas projeções e a política
monetária corrente, é estabelecida a taxa desejada de juros, a qual é
normalmente sinalizada para o mercado através de um go-around. No final
do expediente, é realizado o ajuste fino das reservas, que consiste em
neutralizar eventuais desequilíbrios provocados pelas atuações descritas
anteriormente.
Na condução da política monetária, todas as operações são feitas através do
Sistema Especial de Liquidação e Custódia ou taxa SELIC, sistema de
processamento de dados destinado ao registro das transações de todos os títulos
públicos federais negociados no mercado aberto. Operações que não se relacionem
com a política monetária, abrangendo transações referentes a títulos privados e
alguns títulos públicos estaduais, são efetuados através da Central de Custódia
e de Liquidação Financeira de Títulos ou CETIP, sistema análogo ao SELIC.


Reservas Compulsórias: Para praticar a política monetária através das reservas
compulsórias, a autoridade monetária exige que algumas instituições financeiras
especificamente bancos comerciais, bancos múltiplos com carteira comercial e
caixas econômicas sejam obrigadas a manter uma parcela de seus recursos à vista
no Banco Central, constituindo as reservas bancárias compulsórias. Essa prática
universal impede que as instituições financeiras receptoras de depósitos à
vista possam emprestar recursos ao público indefinidamente, exigindo que os
depósitos à vista sejam um múltiplo de seus encaixes denominados reservas
obrigatórias e reservas voluntárias.


Os recolhimentos compulsórios sobre depósitos à vista e o float bancário
(recursos em trânsito de terceiros, depósitos sob aviso, cobrança e arrecadação
de tributos e cheques administrativos) representam o mais tradicional
instrumento de política monetária, no que diz respeito à modificação estrutural
que provoca no nível global das reservas bancárias. Esse instrumento decorre da
exclusiva capacidade de criar moeda escritural que têm as instituições
financeiras captadoras de recursos à vista ao conceder crédito em
conta-corrente a seus clientes. Ao realizar crédito em conta-corrente, uma
instituição bancária cria meios de pagamento que, ao serem utilizados pelo
tomador de crédito, geram depósito em outra instituição financeira, que passa a
dispor da capacidade de gerar novo crédito a outro cliente, e assim por diante.

A repetição desse mecanismo mostra a capacidade de multiplicar a moeda no setor
bancário. No intuito de reduzir essa capacidade, o Banco Central exige que
certa parcela dos depósitos à vista e de outras rubricas contábeis da rede
bancária permaneça depositada na autoridade monetária. Esse mecanismo
impositivo define os saldos médio e mínimo que os bancos devem manter, em
espécie, depositados no Banco Central. Como os depósitos à vista, os saldos
depositados no Banco Central não recebem remuneração. Portanto, as instituições
bancárias atendem à exigência imposta pelo instrumento de controle monetário
dentro do estritamente necessário, uma vez que os depósitos mantidos no Banco
Central representam um custo que deve ser minimizado pela rede bancária.


As instituições podem ficar sujeitas a recolhimento, ao Banco Central, de até 100%
dos depósitos à vista e até 60% de outros títulos contábeis, por subscrição ou
compra de títulos federais ou por recolhimento em espécie. Obedecidos a esses
limites, o Banco Central pode adotar percentagens diferenciadas em função das
regiões geoeconômicas, das prioridades que atribuir às aplicações e da natureza
das instituições financeiras. A partir de julho de 1994, com a entrada em vigor
do Real como nova unidade monetária, o Banco Central redefiniu as regras sobre
a matéria.
Assistência Financeira de Liquidez: Outro instrumento de política monetária que o Banco
Central pode utilizar é a concessão de assistência financeira a instituições do
Sistema Financeiro Nacional na forma de empréstimos de liquidez destinados a
atender a eventuais problemas de liquidez experimentados pelas instituições, de
natureza circunstancial e de caráter breve. Trata-se de um instrumento clássico
de política monetária, que se relaciona com uma das funções básicas do Banco
Central, que é a de servir como emprestador de última instância.
O empréstimo de liquidez tem como propósito maior evitar que eventuais
desequilíbrios de alguma instituição financeira possam repercutir no sistema.
Dessa forma, a instituição que, num determinado dia, não compuser reservas
suficientes para saldar suas exigibilidades, deve recorrer ao Banco Central. O
empréstimo é concedido por um dia, baseado em garantias reais e às taxas de
juros mais punitivas do mercado.
A partir de novembro de 1995, com a criação do Programa de Estímulo à
Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional, o sistema
financeiro passou a contar com uma nova modalidade de empréstimo de liquidez. O
programa consiste, basicamente, na concessão de linhas especiais de assistência
financeira para instituições com programas de reorganização administrativa,
operacional ou societária, que resultem em transferência de controle acionário,
ou seja, fusão ou incorporação.
Controle das Operações de Crédito: O Banco Central divulga as decisões do Conselho
Monetário Nacional, baixa normas complementares e executa o controle e a
fiscalização a respeito das operações de crédito em todas as suas modalidades.
Nesse sentido, de acordo com os objetivos estabelecidos pela política
econômica, pode atuar inclusive no contingenciamento do crédito ao setor
público, monitorando o cumprimento de limites para o seu endividamento por
intermédio do sistema financeiro. Semelhante procedimento pode ser adotado para
o setor privado.

Política Cambial e de Relações Financeiras com o Exterior: Na área internacional,
compete ao Banco Central: Atuar no sentido de garantir o funcionamento regular
do mercado de câmbio, a estabilidade relativa das taxas de câmbio e o
equilíbrio do balanço de pagamentos, podendo, para esse fim, comprar e vender
ouro e moeda estrangeira e realizar operações de crédito no exterior;
Administrar as reservas cambiais do País; Promover, como agente do governo
federal, a contratação de empréstimos e a colocação de títulos no exterior;
Acompanhar e controlar os movimentos de capitais, inclusive os que se referem a
acordos com entidades internacionais e à recuperação de créditos governamentais
brasileiros no exterior; e negociar, em nome do governo brasileiro, com as instituições
financeiras e com os organismos financeiros estrangeiros e internacionais.
Nesse sentido, além da execução da política cambial, zelando pela sua coerência com a
política monetária, o Banco Central busca aplicar as reservas internacionais em
regime de segurança, liquidez e rentabilidade adequadas. O Banco Central cuida,
ainda, da necessária regulamentação dos fluxos cambiais, relativos ao comércio
exterior e aos capitais estrangeiros. É também de sua responsabilidade promover
o relacionamento financeiro global do País com o exterior.
Regulação do Mercado de Câmbio: A taxa de câmbio que representa o preço, em moeda
nacional, da unidade monetária estrangeira é formada pela oferta e demanda
daquela divisa, isto é, pelo mercado de câmbio, cujos agentes são, do lado da
oferta, os turistas estrangeiros, os exportadores de bens e serviços, os
receptores de investimentos externos e os tomadores de empréstimos e
financiamentos do exterior. Do lado da demanda os agentes são os turistas
brasileiros, os investidores brasileiros no exterior, os importadores de bens e
serviços, as empresas que repatriam investimentos externos ou pagam lucros e
dividendos sobre eles e aquelas que amortizam ou pagam juros sobre empréstimos
e financiamentos no exterior.
O mercado de câmbio compreende dois segmentos, o de taxas livres ou, como é
chamado comumente, o comercial e o mercado de câmbio de taxas flutuantes, onde
cursam, basicamente, as operações relacionadas com turismo, transferências
unilaterais (transferências de herança e patrimônio, donativos, prêmios etc.),
investimentos brasileiros no exterior, cartões de crédito internacional e
operações com ouro. Entre aquelas duas pontas, ofertantes e demandantes, estão
os bancos autorizados a operar em câmbio, os quais intermediam a oferta e a
demanda de moeda estrangeira dos clientes. O Banco Central executor da política
cambial atua no mercado interbancário visando, primordialmente, a estabilidade
relativa da taxa de câmbio e pode adquirir os excedentes nele gerados ou suprir
eventuais necessidades, de forma a evitar valorização da taxa, no primeiro
caso, ou desvalorização se houver escassez de moeda, sempre observando a
coerência com as metas da política monetária.


No segmento de taxas flutuantes, as eventuais intervenções do Banco Central podem
constituir-se em instrumento que permite o desarme de movimentos especulativos,
contribuindo para uma dissociação entre os fatos econômicos e o cenário
político e neutralizando tentativas de manipulação dos mercados de risco.

Em março de 1995, o regime cambial brasileiro foi alterado, adotando-se o sistema
de bandas cambiais. De acordo com esse novo regime, a política cambial passou a
ser gerida por um sistema de faixas de flutuação para a taxa de câmbio. A
intervenção do Banco Central no mercado de câmbio, através de leilões
eletrônicos de compra ou venda, ocorrerá sempre que as taxas de mercado
atingirem os limites superiores ou inferiores das faixas de flutuação, podendo
também haver intervenções no interior da faixa de flutuação para prevenir
oscilações indevidas nas cotações.

A atuação do Banco Central no mercado de câmbio se dá através dos chamados dealers,
que são escolhidos dentre os bancos que operam em câmbio, pelo critério de
movimentação global com clientes e no mercado interbancário. Assim, as
intervenções do Banco Central nos mercados de câmbio realizam-se via leilões de
compra ou venda de moeda estrangeira, com a interveniência daqueles dealers,
cuja missão primeira é dar liquidez ao mercado interbancário como um todo e a
clientes finais de operações de câmbio, sendo obrigatória sua participação nos
leilões sempre que forem realizados pelo Banco Central.

O Banco Central também realiza arbitragem de ouro contra dólar dos Estados Unidos
com bancos no País, visando a manutenção da paridade de preços internacionais e
domésticos do metal, buscando, assim, a minimização de distorções de preços que
possam estimular eventuais descaminhos no direcionamento da produção nacional
de ouro.
É respeitável destacar o estreito relacionamento entre as políticas cambiais e
monetárias. Sempre que o Banco Central intervém no mercado de câmbio, comprando
ou vendendo divisas contra a moeda nacional, ele o faz através de crédito ou
débito na conta de reservas bancárias da instituição que vendeu ou comprou
aquelas divisas, respectivamente. Assim ocorre, no primeiro caso, expansão da
base monetária e, no segundo, contração.
Cabe enfatizar que a atuação do Banco Central compreende ainda: O acompanhamento
permanente das práticas adotadas pelos participantes do mercado, com elaboração
de estudos e análises sobre o comportamento e as tendências dos segmentos livre
e flutuante; O monitoramento das operações de câmbio em nível nacional, com a
finalidade de coibir a realização de eventuais transações irregulares e de
orientar a atuação dos agentes do mercado; O aperfeiçoamento das normas
aplicáveis ao mercado de câmbio e revisão permanente das matérias já
regulamentadas, com vistas a atender às necessidades de modernização dos
instrumentos e das práticas adotadas pelas instituições intervenientes no
mercado; e a condução de processos administrativos instaurados contra pessoas
físicas e jurídicas que eventualmente pratiquem qualquer irregularidade em
operações cambiais.

É competente lembrar, ainda, o caso das remessas para o exterior, através de
contas em moeda nacional. É livre o depósito de moeda nacional em conta de uma
instituição financeira do exterior, a qual, por sua vez, pode utilizá-la na
aquisição de moeda estrangeira em um banco autorizado a operar em câmbio no
País, com a possibilidade de, posteriormente, fazer a transferência para a
conta do destinatário no exterior. Nessa movimentação, deve ser apresentada a
mesma documentação básica que ampararia a operação caso ela fosse realizada
mediante operação de câmbio destinada a transferência de moeda estrangeira, bem
como comprovante de recolhimento de tributos, caso exigíveis. As operações
devem também ser registradas no Sistema de Informações Banco Central, com
identificação do tomador da ordem, do beneficiário no exterior, da instituição
estrangeira envolvida e da finalidade da transferência dos recursos.

Administração das Reservas Internacionais: A alteração de reservas no Banco Central dá-se
basicamente por suas transações de compra e venda de divisas no mercado de
câmbio, em decorrência do resultado entre exportações e importações e entre
compras e vendas financeiras. Porém, o acréscimo ou decréscimo verificado nas
reservas internacionais não é exatamente igual às compras ou vendas efetuadas
via leilões. Isso porque existem operações diretas do BC, como o pagamento de
encargos da dívida externa nele depositada, ou daquela relativa ao Fundo
Monetário Internacional, os créditos e débitos no âmbito dos Convênios de
Créditos Recíprocos e as receitas de aplicações das reservas, entre outras.
Compete privativamente ao Banco Central, segundo a Lei nº 4.595, ser o depositário das
reservas oficiais de ouro, de moeda estrangeira e de Direitos Especiais de
Saque. Assim, o Banco Central mantém aquelas reservas aplicadas no mercado
financeiro internacional em depósitos a prazos fixos diferenciados, em títulos
governamentais estrangeiros, em ouro e em outros ativos financeiros de alta
segurança e liquidez. Para o bom gerenciamento das aplicações, levam-se em
conta todos os compromissos que o Banco Central tem no curto, médio e longos
prazos, assim como a previsão de receitas e despesas do mercado de câmbio como
um todo. Outro aspecto a ser considerado diz respeito ao nível mínimo que o
Banco Central tem que garantir para as reservas internacionais do País. O
Senado Federal, conforme estabelecido na Resolução nº 82, de 18.12.90, fixou
como nível mínimo aquele que assegure recursos suficientes para manter a média
mensal das importações dos últimos doze meses, durante um período mínimo de
quatro meses.
Acompanhamento dos Movimentos de Capitais: Capitais estrangeiros são os bens ou recursos
ingressados no País cuja propriedade pertence a residentes no exterior. Os
capitais estrangeiros são aplicados no País basicamente como investimentos e
créditos. Os investimentos representam ações do capital social de empresas
instaladas no Brasil, que podem ser adquiridas diretamente ou via bolsas de
valores. Os créditos podem ser classificados em empréstimos ou financiamentos,
dependendo da forma do seu ingresso no País, ou seja, moeda estrangeira ou
máquinas e equipamentos importados para pagamento a prazo. A soma dos saldos
não-amortizados dos empréstimos e financiamentos corresponde ao total da dívida
externa.

Nessas rubricas estão relacionados, por exemplo, os desembolsos e as amortizações de
principal (exclui os pagamentos de juros) junto a organismos internacionais,
como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, a agências
governamentais, como os Export Import Banks - Eximbanks americano e japonês, e
as amortizações relativas às negociações com os credores externos (bancos
comerciais e instituições oficiais de crédito - Clube de Paris).
A Lei nº 4.131, de 03.09.62, determina que os ingressos e retornos dos capitais
estrangeiros, assim como seus rendimentos, sejam registrados no Banco Central.
Os registros servem para acompanhar o comportamento desses fluxos com a
finalidade de detectar eventuais anomalias e, principalmente, embasar a
atualização dos regulamentos relativos às diversas modalidades de capitais
estrangeiros. São registrados no Banco Central, ainda, os investimentos
brasileiros no exterior e as operações externas de arrendamento mercantil
(leasing), aluguel de equipamentos e diversos serviços, tais como os contratos
relacionados com a transferência de tecnologia estrangeira, relativos à
prestação de assistência e serviços técnicos e pagamentos de royalties ao
exterior.
Relacionamento com Organismos Internacionais e América Latina: O Brasil é membro de vários
organismos financeiros internacionais e deles participa como subscritor de
capital e tomador de empréstimos. O Banco Central é o órgão de ligação entre o
governo brasileiro e esses organismos, entre os quais podem ser mencionados:
Fundo Monetário Internacional; O Grupo Banco Mundial do qual fazem parte o
Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento, a Associação
Internacional de Desenvolvimento, a Corporação Financeira Internacional e a
Agência Multilateral de Garantia ao Investimento; O Grupo Banco Interamericano
de Desenvolvimento composto pelo próprio BID, pela Corporação Interamericana de
Investimentos, e o BID também administra o Fundo Multilateral de Investimentos;
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, composto pelo próprio BAD e pelo
Fundo Africano de Desenvolvimento; O Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da
Bacia do Prata; O Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola; e a
Organização Mundial do Comércio. No desempenho desta tarefa, o Banco Central
analisa e fornece os fundamentos técnicos para negociações de recomposição ou
de aumento de capital encontram-se no Banco Central as contas em moeda nacional
e moedas estrangeiras para as transações com esses organismos assim como
processos de adesão a novos organismos, como é o caso da Corporação Andina de
Fomento. Além disso, informam-se às empresas brasileiras as oportunidades de
exportação decorrentes de projetos a serem financiados pelos organismos em todo
o mundo.
Participação no Processo de Integração do Mercosul: O Tratado de Assunção, que foi assinado
em 26.03.91, pelos presidentes do Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai,
prevendo a constituição, ocorrida em 31.12.94, de um mercado o Mercado Comum do
Sul – Mercosul, entre os quatro países, estabelece que o Banco Central é membro
do Grupo Mercado Comum, o qual, na qualidade de órgão executivo, coordena os
trabalhos dos subgrupos técnicos. O Banco Central do Brasil assumiu a
coordenação do Subgrupo nº 4, Políticas Fiscal e Monetária Relacionadas com o
Comércio, vinculado ao Grupo Mercado Comum do Mercosul, que cuida dos temas
afetos aos bancos centrais: regime cambial, movimentação de capitais, sistema
financeiro, seguros, mercado de capitais e promoção e proteção de
investimentos.

Encerrada a primeira fase do processo de integração, com a entrada em vigor, em 01.01.95,
da Zona de Livre Comércio e União Aduaneira parciais, o Mercosul promoveu
mudanças em sua estrutura institucional, visando a consolidação do referido
processo. A nova estrutura técnica manteve o Subgrupo nº 4 — agora sob a
denominação de Assuntos Financeiros e passou a incluir entre os seus temas,
além daqueles já mencionados, o de indicadores macroeconômicos, antes ao
encargo do extinto Subgrupo nº 10, Coordenação Macroeconômica, então coordenado
pelo Ministério da Fazenda.
Ao longo da primeira fase do processo de integração, maior ênfase foi dada ao
campo do comércio de bens. No que se refere aos serviços, avanços importantes
foram alcançados no levantamento das principais assimetrias nas legislações dos
estados-partes. Nesta segunda fase do processo, procurar-se-á avançar nos temas
relacionados com os serviços financeiros.
Negociação da Dívida Externa: No âmbito do relacionamento do País com a comunidade
financeira internacional, o Banco Central vem, desde 1982, coordenando o
processo de negociação e implementação dos acordos de reestruturação da dívida
externa brasileira, com a participação de mais de oitocentos credores
internacionais, tanto oficiais (Clube de Paris) quanto privados (bancos
comerciais). Com a implementação do Plano Brasileiro de Financiamento de 1992,
negociado com os credores privados internacionais e a conseqüente troca da
dívida externa do setor público por bônus de emissão da República e, uma vez
assinada a maioria dos acordos bilaterais no âmbito do Clube de Paris, os
recursos depositados no Banco Central, relativamente ao passivo externo, foram
transferidos para o Tesouro Nacional.

Assim, ficou a União responsável pelas obrigações financeiras junto aos credores,
atuando o Banco Central como agente encarregado da implementação e
administração dos contratos de reestruturação da dívida externa, com o
conseqüente cumprimento dos cronogramas de pagamento e demais condições ali
previstas.


Paralelamente a essas atividades, o Banco Central realiza estudos relativos ao gerenciamento
do passivo externo e acompanhamento do endividamento do País no exterior, com
vistas a subsidiar decisões e estratégias governamentais de médios e longos
prazos. Faz parte ainda das atribuições do Banco Central a adoção de medidas
com vistas à recuperação de créditos oficiais junto a diversos países devedores
do Brasil.
Supervisão do Sistema Financeiro Nacional: O Banco Central atua no sentido do
aperfeiçoamento das instituições financeiras, de modo a zelar por sua liquidez
e solvência, buscando a adequação dos instrumentos financeiros, com vistas à
crescente eficiência do Sistema Financeiro Nacional. Assim, compete ao Banco
Central: Formular normas aplicáveis ao Sistema Financeiro Nacional; Conceder
autorização para o funcionamento das instituições financeiras e outras
entidades, conforme legislação em vigor; Fiscalizar e regular as atividades das
instituições financeiras e demais entidades por ele autorizadas a funcionar.

As atividades de regulamentação do funcionamento das instituições financeiras e
dos instrumentos financeiros, como em todos os países, visam proteger o
interesse público e cuidar para que o Sistema Financeiro se desenvolva pari
passu
com os demais setores da economia. Nesse sentido, sob as diretrizes
do Conselho Monetário Nacional, o Banco Central expede normativos como
resoluções, circulares e outros documentos, consolidando-os em manuais para uso
dos funcionários e do público, tais como o Manual de Normas e Instruções;
Manual de Crédito Rural; Consolidação das Normas Cambiais; Plano Contábil das
Instituições do Sistema Financeiro Nacional.
A atividade de fiscalização, por sua vez, desenvolve-se de modo direto vistoria
nas instituições para verificar sua solidez e a observância dos aspectos legais
e regulamentares das operações, registros e controles e de modo indireto feita
internamente e de modo sistemático com base nas informações prestadas pelas
instituições ao Banco Central e utilizando-se da fixação prévia de parâmetros
operacionais e de desempenho. A fiscalização direta é realizada por equipes
técnicas, a partir de planejamento ou programa de fiscalização contemplando
diretrizes básicas da atividade, que podem ser redimensionadas em função de
demandas extras, como a verificação de anormalidades ou procedimentos não
usuais ocorridos no Sistema Financeiro. O acompanhamento indireto consiste no
monitoramento, por meio de sistema computadorizado, de instituições e
conglomerados financeiros, independentemente de qualquer programação, tendo
como objetivo principal colher informações sobre sua situação
econômico-financeira e comportamental.
Na prática, as duas formas se complementam, uma vez que o acompanhamento indireto
possibilita ajustar o programa de fiscalização direta quando detectadas
ocorrências anormais. Além disso, as equipes de fiscalização são supridas com
dados e informações relevantes sobre as instituições, o que é útil para o
direcionamento de seu trabalho. Após a conclusão da fiscalização, eventuais
irregularidades detectadas são inseridas nos sistemas de informações do Banco
Central, sob forma de ajustes, retroalimentando os dados de cada empresa para
fins de acompanhamento indireto.
Atualmente, o BC fiscaliza mais de três mil instituições, abrangendo cerca de vinte e três
mil dependências, englobando bancos múltiplos, bancos comerciais, caixas
econômicas, bancos de investimento e de desenvolvimento, financeiras,
sociedades corretoras e distribuidoras, sociedades de arrendamento mercantil,
sociedades de crédito imobiliário, associações de poupança e empréstimo, fundos
mútuos, cooperativas de crédito e empresas administradoras de consórcios.
São fiscalizadas ainda operações de crédito rural e agroindustrial, tarefa que
muitas vezes exige vistorias nas propriedades e empreendimentos financiados.
Além disso, denúncias e reclamações do público em geral, solicitações de outros
órgãos do Executivo e dos poderes Legislativo e Judiciário exigem ações
imediatas da fiscalização, tanto para levantar informações como para apurar
irregularidades. A fiscalização também faz o acompanhamento de mais de uma
centena de dependências de bancos brasileiros no exterior, localizadas em
trinta e oito países.

Para facilitar as tarefas de fiscalização, o Banco Central tem equipes técnicas que
desenvolveram e aprimoram permanentemente o Manual da Fiscalização, utilizado
pelos fiscalizadores como instrumento de suporte ao seu trabalho, além de
outros manuais normativos já mencionados.
Com base no Sistema de Informações do Banco Central, cujo uso é franqueado às
instituições do Sistema Financeiro Nacional, a fiscalização utiliza
intensivamente inúmeras informações através de diversos sistemas aplicativos
que possibilitam o acesso a dados contábeis com o intuito de diagnosticar
situações de anormalidade ou de risco e acompanhar, tanto individualmente como
de forma comparativa, o comportamento das instituições com base em indicadores
econômico-financeiros. Outros sistemas aplicativos permitem também obter
informações relativas ao cadastro de instituições e de pessoas físicas que
atuem na condição de administradores no Sistema Financeiro Nacional, à
movimentação das reservas bancárias e operações de empréstimos de liquidez, ao
registro e controle do trânsito de processos, às taxas e índices praticados ou
utilizados pelo mercado e ao controle de ocorrências de irregularidades
praticadas por instituição financeira. Encontram-se ainda em fase de
desenvolvimento aplicativos que visam consolidar notícias e informações
internas e externas sobre as instituições, calcular e acompanhar limites
operacionais e a concentração das aplicações maiores devedores e das captações
maiores depositantes.

Controle do Meio Circulante: As atividades referentes ao meio circulante destinam-se a
satisfazer a demanda de dinheiro indispensável à atividade econômico-financeira
do País. O Banco Central, em conjunto com a Casa da Moeda do Brasil, desenvolve
projetos de cédulas e moedas metálicas sempre procurando levar em conta
aspectos decorrentes das exigências de circulação, custos, segurança contra a
ação de falsificadores e valores semânticos, isto é, toda a carga de informação
de natureza cultural que o dinheiro possa veicular. Assim, são adotadas linhas
temáticas que confiram identidade nacional às cédulas e moedas.
Anualmente são encomendados à Casa da Moeda do Brasil os quantitativos de numerário
projetados para atender às necessidades previstas para o meio circulante
nacional, dentro de convênio firmado com aquela empresa pública, com base no
qual também são postas em prática ações que objetivam desenvolver tecnologia
capaz de conferir ao dinheiro brasileiro elevado padrão de qualidade. Além
disso, são elaborados estudos permanentes com o propósito de promover a
distribuição de numerário pelo território nacional, de modo a prover os
escritórios regionais do Banco Central de estoques em níveis compatíveis com as
características das diversas regiões geoeconômicas.
Como as emissões e os recolhimentos de dinheiro refletem as reais necessidades de
recursos do sistema bancário, o Banco Central acolhe os depósitos constitutivos
das reservas bancárias do País e, em contrapartida, atende aos saques de
numerários solicitados pelas instituições financeiras, exercendo não só
institucionalmente, mas também fisicamente, a função de banco dos bancos. De
outro lado, o saneamento do meio circulante considerado as dimensões
continentais do Brasil, exige o emprego de elevada velocidade no processamento
dos depósitos bancários, resultando em reaproveitamento do numerário ainda em
condições de ser restituído à circulação e descentralização dos procedimentos
de destruição de cédulas imprestáveis.

A cooperação com os órgãos oficiais de combate aos crimes contra a moeda também
pauta a atuação do Banco Central, que informa as apreensões de falsificações,
áreas de incidência e quantidades apreendidas. Nesse sentido, o Banco Central
tem participado ativamente de eventos internacionais voltados para a defesa do
meio circulante.
Outras Atribuições do Banco Central: O Banco Central desempenha uma série de outras
atribuições que, por sua natureza e especificidade, não se confundem com as
descritas até aqui. Contudo, elas têm grande importância na vida econômica
nacional, merecendo, portanto, breve descrição.

Em primeiro lugar, por determinação constitucional, o Banco Central exerce a
função de banqueiro do governo, detendo a chamada Conta Única do Tesouro
Nacional, que contabiliza as disponibilidades de caixa da União. Essas
disponibilidades são compostas por recursos de origem tributária, recolhidos
pelas instituições financeiras na função de intermediárias na arrecadação de
tributos e pagamentos à ordem do Tesouro Nacional, pelo resultado líquido dos
leilões primários do Tesouro Nacional e pelo resultado positivo do BC. Este
último destina-se ao resgate de dívida do Tesouro Nacional.

O Banco Central tem também algumas outras funções que o tornam o principal
organismo regulador em campos específicos. Assim, cabe ao BC: Regulamentar,
autorizar e fiscalizar as atividades das sociedades conhecidas como consórcios,
fundos mútuos ou outras formas associativas assemelhadas que objetivem a
aquisição de bens de qualquer natureza; Normatizar, autorizar e fiscalizar as
sociedades de arrendamento mercantil, as sociedades de crédito imobiliário e as
associações de poupança e empréstimo, bem como regular todas as suas operações;
Normatizar as operações do Sistema Nacional de Crédito Rural, consolidar suas
informações por meio do Registro Comum das Operações Rurais e administrar o
Programa de Garantia da Atividade Agropecuária; Acompanhar as operações de
endividamento de estados e municípios, através de Sistema de Registro das
Operações de Crédito com o Setor Público, inclusive para os fins de
fiscalização do cumprimento dos limites e condições estabelecidos em resoluções
do Senado Federal; Desenvolver trabalho de comunicação social tanto de caráter
técnico, através de publicações como o Boletim mensal, Relatório anual e Nota à
Imprensa, como de orientação, através de serviços de atendimento ao público,
instalado em todos os escritórios regionais.

Se alguém abre uma conta-corrente ou uma conta de poupança, ou adquire um título
privado, pode fazê-lo com papel-moeda. Se o volume de sua operação eleva o
encaixe da instituição financeira acima do nível por ela julgado adequado, essa
instituição repassará esse montante ao Banco Central, uma vez que o papel-moeda
é utilizado apenas como intermediário de troca. Da mesma forma que alguém, ao
fazer um depósito em moeda no banco, recebe um crédito na conta-corrente, os
bancos que entregarem papel-moeda ao Banco Central, recebem um depósito
correspondente na sua conta de reservas bancárias. Se, ao invés de depósito,
alguém realiza um saque, recebe um débito na conta-corrente. Analogamente,
quando os bancos requisitam numerário ao Banco Central, são debitados em sua
conta de reservas bancárias. Se, ao invés de operar com papel-moeda, um
indivíduo realiza uma operação financeira qualquer com cheque, e este é
depositado em um banco distinto daquele onde seu emitente mantém conta, a
transferência de fundos entre os dois bancos ocorrerá na manhã do dia seguinte,
após a compensação que ocorre durante a noite.

Seja esse cheque emitido em pagamento a terceiros pela compra de um título qualquer
ou visando à abertura de uma nova conta-corrente, o procedimento será o mesmo.
Nas operações financeiras realizadas através de cheque, o resultado é uma mera
transferência de saldo da conta de reservas bancárias da instituição financeira
que foi sacada para a conta de reservas bancárias da instituição em que o
cheque foi depositado. Isso permite perceber que, diariamente, o saldo da conta
de reservas bancárias de cada instituição financeira é afetado positiva ou
negativamente, dependendo das operações realizadas, seja pela própria
instituição financeira, seja pela sua clientela. Através do mercado monetário,
as instituições tratam de ajustar entre si seus desequilíbrios, utilizando
mecanismos do próprio mercado. É importante observar, portanto, que a
movimentação financeira da sociedade, aí incluídas as instituições financeiras
não-bancárias, é capaz de influenciar o saldo das reservas bancárias das
instituições financeiras bancárias individualmente, mas é incapaz de alterar o
somatório dos saldos de reservas bancárias. Ou seja, o nível dessas reservas
não é influenciado, no curtíssimo prazo, pelas operações financeiras. Como a
base monetária é a soma do papel-moeda emitido pelo Banco Central com o saldo
da conta de reservas bancárias, ela também não é afetada no prazo muito curto,
o que significa dizer que o sistema não consegue criar nem destruir reservas
enquanto ocorrer apenas à transferência de recursos entre os agentes
econômicos.


Na ocorrência cotidiana de perdas e ganhos de saldos de reservas bancárias entre
as instituições financeiras, surgem excessos e deficiências quanto à
exigibilidade do Banco Central, ou seja, os saldos das contas podem exceder ou
estar abaixo do recolhimento mínimo de reservas estipulado para cada conta.
Isso justifica a troca de reservas bancárias entre as instituições pelo prazo
de um dia (overnight), com lastro em títulos federais, dado que, no dia
seguinte, novas movimentações financeiras afetarão os saldos das instituições
bancárias. De vez que o sistema como um todo não é capaz de criar ou destruir
reservas bancárias, o que explica porque o saldo consolidado das instituições
não é afetado, resta ao Banco Central exercer o controle da liquidez, uma vez
que é a única instituição com poder de criar ou destruir reservas bancárias no
curtíssimo prazo (em prazos maiores, uma alteração nos parâmetros da
preferência do público por retenção de moeda pode também contribuir para a
criação ou destruição de reservas bancárias).


Operações de Mercado Aberto: O controle da liquidez através de operações do mercado
aberto consiste na compra ou venda de títulos do Tesouro Nacional, da carteira
do BC, ou de emissão própria, como os Bônus do Banco Central. Na execução da
política monetária, a venda de títulos pelo Banco Central ao sistema bancário
provoca a redução das reservas bancárias e o contrário ocorre no caso de compra
de títulos. O controle do papel-moeda emitido e das reservas bancárias (que,
juntos, formam o passivo monetário do Banco Central ou a base monetária)
implica o controle dos meios de pagamento (papel-moeda em poder do público e
depósitos à vista nas instituições financeiras), uma vez que, em geral,
espera-se a ocorrência de uma relação mais ou menos estável entre os meios de
pagamento e a base monetária.